terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rolando os Dados


Como lidar com... ei, o que houve aqui?



Olá mais uma vez, senhoras e senhores roladores de dados, amantes de acertos críticos e afins! Hoje estamos aqui para fechar nosso mega-review “como lidar com...” falando do último subtipo clássico que nos resta:



O Roleplayer


Esse tipo de jogador não esquenta muito com as regras, não quer poder, não liga muito pra história nem pra quantos monstros o personagem dele mata.

Ele quer interpretar.

Tipicamente jogando com personagens não necessariamente “combativos” ou “competitivos”, o Roleplayer “puro” gosta de cada momento de jogo onde ele encarna na pele de seu personagem, realmente atuando como ele. Jamais diz “meu personagem diz...”, dizendo, de fato, o texto de seu personagem e suas ações em primeira pessoa sempre. Acaba por se divertir mais em situações onde não há combate, e sim possibilidades de conversa e barganha.

Coloque o Roleplayer numa taverna e veja-o tentar conquistar a garçonete, fazer amizade com um bêbado e dançar frente ao palco do bardo (isso se ele mesmo não for um bardo! 60% de chance!!)

Apesar de ser um tipo que não gosta muito do combate em si, dele podem sair as cenas mais memoráveis de batalha, interpretando um sorridente e despreocupado guerreiro, que ri frente ao perigo e literalmente galhofa seus inimigos.

Acho que o único “problema” do Roleplayer é querer, por vezes, estender a interpretação de uma única cena por muito tempo, o que pode deixar a história muito arrastada e a ação em segundo plano. Acho que depois de ler os outros posts já dá pra saber o que eu vou dizer aqui: Saibam a dose certa!

Por experiência própria, uma boa mesa de jogo é aquela na qual os jogadores chegam em um consenso! Sim, consenso! Porque todos estão ali pra se divertir, e cada um não necessariamente se diverte da mesma forma que o outro.

Tentando transcender os subtipos e partir para uma visão pessoal, calcada na minha experiência com o RPG (São 11 anos de jogo, hehehehe), na prática esses subtipos são muito misturados. Nas mesas nas quais eu passei, o tipo mais comum seria uma mistura de Roleplayer com Historiador. Geralmente há um ou dois Advogados de Regras “light” também. E, quase sempre, um apelão.

O mais comum é que as mesas se formem baseadas em uma característica homogênea primária, que é o “ponto comum” entre todos os jogadores, independente de suas preferências.

Na primeira mesa que joguei esse ponto comum era o fato de sermos todos amigos! Hahahahaha! Pelo menos, de início foi assim. Mais tarde vimos que éramos todos uma grande mistura de Roleplayer (ao extremo! Até declaração de amor – de um PERSONAGEM pra OUTRA – já rolou) com Historiadores.

Em seguida passei por uma mesa no colégio (que raramente, muito raramente, ainda se reúne). Éramos apenas três jogadores e o cargo de mestre era “rotatório”. Os supracitados jogadores eram Rafero (sim, esse do blog!), Fábio (já citado no post do Advogado) e este que vos escreve. De cara, Rafero roleplayer total! Jamais me esquecerei de seus personagens ultra-mega-carismáticos! Fábio era um advogado de regras de marca maior, rsrs. O que acabava nos mantendo juntos foi o gosto Historiador que cada um de nós tem.

Recentemente eu jogo em duas mesas na faculdade (ahn... na verdade faz quase 3 anos, rsrs). Somos 8 jogando (sim, oito, eu não digitei errado). E temos desde jogadores super casuais (que só jogam mesmo pelo prazer de ficar na companhia da galera) até os joadores hardcore anotadores. Acho que esse também é um grupo que se mantém unido pela amizade, mas dá pra ver que, tirando raras exceções, todos possuem um gosto bem grande pela história.

Bom... usando minha experiência acumulada nessas (e outras mesas menores) eu chego em uma conclusão (que pode ser um grande equívoco): A história é o grande foco da parada! Quando o mestre cria uma boa história, em conjunto com os jogadores, Apelões, Advogados, Historiadores, Roleplayers, Jogadores Casuais, Hardcore Anotadores, etc; todos acabam chegando em um consenso e se unindo para que aquelas tardes/noites/madrugadas sejam divertidas para todos.

Também tenho aqui que redefinir uma declaração que eu fiz no post do Advogado de Regras. Sobre o tipo de jogador que eu sou:

Contextualizando: No mundo paralelo dos jogos de RPG, nós começamos uma empreitada, algo que era uma espécie de sonho que eu tinha há muito tempo, que tentei fazer duas vezes no passado, e que nunca deu certo.

Criar um mundo próprio para jogarmos RPG.

Explico: A maioria dos jogos de RPG tem cenários. Arton, A Terra-Média, O Universo de Star Wars. Todos esses são diferentes cenários (e MUITO BONS, por sinal) onde as aventuras podem existir.

Mas eu sempre achei que simplesmente usar um cenário pré-existente é falho. Normalmente um ou dois jogadores “se informam” sobre o cenário, sobre suas minúcias, diferenças, particularidades. Normalmente para o resto da mesa “é apenas mais uma aventura medieval”.

Eu sempre pensei que, se houvesse uma integração, e o mundo de jogo fosse criado pelos próprios jogadores, então a interação com o cenário seria muito maior.

Estamos tentando isso novamente. Eu estou muito empolgado com isso. De um jeito que eu não ficava com o RPG há muuuuuuito tempo (desde Kenneth Galford, Andrew Andermorth e Fenrir, pra ser exato).

De forma que, reformulando: Eu me considero um Advogado de Regras (sim, eu gosto bastante das regras do jogo, de discuti-las – fora da mesa, de preferência – e de aprendê-las) com MUITO de Historiador (putz... o que mais me empolga é criar história de personagem e mundos... diabos, não tenho como evitar) e com bastante de Roleplayer (só que depende da “intimidade” e “sincronia” com os outros jogadores da mesa).

E, a partir da próxima semana, vou tentar falar mais sobre o que eu mais gosto no RPG. As histórias. Tanto de personagens quanto de mundos.

Quem sabe não existem aí leitores com desejo de criar seus próprios mundos de jogo, ou personagens marcantes.

De repente, com 11 anos de estrada, eu possa dar uma dica ou duas, e aprender com os comentários de vocês!

Que vocês rolem bons dados!

o/

Até semana que vem!!

PS: As imagens não tem muito a ver com o post não, rsrs. São meus personagens favoritos em diversas histórias diferentes. See ya!

4 comentários:

Marcus Mattos disse...

O bom é saber q um jogador pode ser um pouco de cada tipo para fazer com q a aventura corra no ponto certo, em q todos se divirtam e passe por bons momentos. Rindo, criando e se divertindo isso sim é um bom rpg.

Rafero disse...

Eu! Eu! Eeeeee!!!

Sentinela disse...

Sem comentarios

Marcio Henrique disse...

Muito boas definições... Eu espero me enquadrar naquele jogador que equilibra esses vários tipos de jogadores, pois procurando o equilíbrio, a diversão fica garantida para todos...