quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Rolando os Dados



Continue rolando os dados e entenda a mente do "Historiador"



E olá mais uma vez, amigos e amigas roladores de dados! Continuamos juntos na longa jornada que abrange os tipos diferentes de jogadores que nosso grande hobby atrai, suas peculiaridades, potenciais probleminhas e como lidar com isso tudo da forma mais divertida possível, afinal, é pra isso que o RPG serve!

E hoje, homenageando mais um jogador integrante da mesa onde eu sou mestre (na verdade, quase dois, rsrs), o subtipo em foco será...

O HISTORIADOR

Exato senhoras e senhores, porque o RPG é, acima de tudo, um jogo de imaginação e de contar histórias, sim sim. E existe um tipo de jogador que quer exatamente isso. As histórias.


Esse singelo jogador não se importa muito com poder, não esquenta a cabeça se seu personagem morre, ou até se o vilão acaba vencendo, desde que a história seja boa. Ele evolui o personagem de acordo com a forma como a história evolui. Ele quer mesmo é que as coisas que aconteçam na mesa sejam memoráveis. Se seu personagem morre, mas com isso ele conseguiu ajudar a história a prosseguir, salvando seus amigos da morte. Ou, quem sabe, sua morte foi em uma memorável luta com dezenas de monstros, ele acha superlegal.

Poder? Ele não esquenta muito a cabeça com isso, e, normalmente, escolhe um item do tesouro se aquele se encaixar com o histórico do seu personagem. Não importa se a espada vorpal gigante +4 do tesouro está disponível pra ele. Diacho, o machado que ele usa é a última coisa que seu falecido pai deixou com ele, ele não vai parar de usá-lo!!

Você pode me perguntar como reconhecer o historiador. Eu lhe respondo: Normalmente ele é aquele jogador que passa a aventura inteira fazendo anotações. Sério, tenho um jogador na mesa que anota TUDO que se passa na aventura, como se fosse um mega-diário de seu personagem (ou sua “memória”, como a gente brinca lá). Esse tipo de jogador acaba sendo um ótimo auxílio pro mestre em campanhas longas, afinal, ele sempre terá as anotações do que ocorreu em cada dia. Uma grande mão na roda!

Como sempre, nem tudo são flores, e o historiador também pode ser um tanto “inconveniente” nas partidas, necessitando de um trabalhinho de adaptação tanto por própria parte, quanto por parte dos jogadores e do mestre.

Acho que o maior “inconveniente” do historiador é sua necessidade de eventos memoráveis. Não dos eventos em si, mas da lembrança dos mesmos.


Vejam bem: imaginem que um jogador perde seu personagem durante uma travessia pelas montanhas. O grupo foi atacado por gigantes do gelo, e o guerreiro ficou pra trás, para defendê-los e garantir sua passagem. Sua batalha foi grande, mas, no fim, ele foi derrotado e morreu. Graças ao seu sacrifício, os heróis poderão continuar sua jornada e salvar o mundo.

Muito bom né? Um prato cheio pro historiador. Que pode ficar muito frustrado (e até com razão) se aquele seu sacrifício heróico for simplesmente esquecido lá pra frente. Nunca mais for mencionado, na aventura, fazendo com que tenha sido “mais um”. Seria interessante o mestre fazer uma pequena homenagem pra ele, talvez citar, posteriormente, que aquela montanha foi batizada com o nome do guerreiro, etc. Coisas pequenas assim já agradam seu historiador de plantão.

Outra coisa meio chatinha é quando o historiador também é o que eu chamo de “purista” ou “realista-nato-incoerente”.

Explico: O purista é o jogador que torce o nariz pro fantástico. Ele acha super normal bolas de fogo explodindo, armas mágicas vorpais e invasões de demônios saídos do multiverso. Mas coloque uma situação acrobática ao extremo, como ser arremessado na parede por um gigante e querer rodar no ar, para bater na parede com os pés, tomando impulso pra saltar, da parede, de volta pro gigante, e ele dirá “impossível! Heresia!”.

O grande problema de juntar o historiador com o purista é quando o cenário da aventura é um cenário realista/histórico. Imaginem uma aventura travada na segunda guerra mundial. Imagine então que os jogadores são soldados aliados que desembarcam na Normandia. Daí o mestre resolve colocar um Panzer na saída da praia, atacando os barcos americanos. Aí o historiador purista grita “ei! Não haviam Panzers no desembarque no dia D, ficou maluco?”


Cabe ao mestre e aos jogadores lembrarem nosso rapaz que É SÓ UM JOGO! E distorcer a realidade faz parte! Tudo por uma boa história (cara, diga isso pra ele e você acabou de ganhá-lo, pelo seu lado historiador, hehehehehe)

Bom galera, é isso. Esse post é mais curto mesmo, porque eu tenho pouca coisa pra falar mal do historiador. Hehehehehehehhe. É um tipo de jogador que eu gosto bastante, e tenho características dele (principalmente jogando com um certo ranger e seu companheiro animal meio-warg).

Que vocês rolem bons dados!

o/

5 comentários:

Rodoxfrog disse...

@ Rafero - Obrigado pela paciência e ajuda (na verdade, solução)!

Rafero disse...

Agora deixa eu ler o post... ^^'

Marcus Mattos disse...

Já joguei com um historiador já. O bom de anotar é que quando rola uma boa aventura com histórias emocionantes é sempre ele q lembra de todo acontecido (que no mundo real se passou a 6 meses e no fantastico apenas 2 semanas).
Mas no fim rpg é bom independente de como jogar...a parada é a diversão

Daniel Cavalcanti disse...

AH gosto do historiador! Bem melhor que o mestre das regras, ou o overpower! E não lembrarem do cara que salvou suas vidas na montanha?! Se fosse o mestre, o espirito dele voltaria superforte em busca de vingançaaaaa! rss

Sentinela disse...

Puto estou pelo fato de vc mencionar sómente o lado negativo de ser eu!!!!!!!!!!!!!! >D !!!!!

Eu sei que vc naum vê a maravilha do purismo bem dosado !!!!!Mas não se importe, um dia vc evoluirá também.

PS: Jamais colocaria um panzer na praia....tsc tsc tsc....tanques no dia D??? Que heresia!