Mostrando postagens com marcador todas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador todas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Escuridão

Esse conto de hoje foi escrito após um dia e meio de bloqueio criativo. É uma sensação MUITO ruim estar com três (ha! três!) ideias pra conto, uma pra quadrinhos e não conseguir começar nenhum.
Então resolvi seguir o conselho dos mestres e, com uma única caixa dágua, matar três coelhos.
O conto a seguir foi uma experiência/rito de passagem/técnica de desbloqueio.
Experiência porque é um tema do qual eu nunca li nem vi nada similar.
Rito de passagem porque segundo H.P. Lovecraft e corroborado por Stephen King, é uma necessidade pra quem deseja trilhar o caminho do escritor (uuuhl, que bonito).
E técnica de desbloqueio também seguindo conselhos de Stephen King, eu simplesmente sentei e escrevi, sem pensar em nada antes.

Tô postando caso alguém se disponha a ler (ficou meio grande, desculpem), porque em tempos de twitter, mais de um parágrafo já é considerado gigante, então...

Bem, boa leitura!
-x-


Escuridão

Ele acordou e abriu os olhos.
Pelo menos ele achava que os tinha aberto. Tudo continuava tão escuro quanto antes de ele (talvez) abrir os olhos.


Tentou fechá-los e abri-los novamente. A escuridão continuava. Levantou seu braço para tocar nas pálpebras, mas seu braço bateu em alguma coisa sólida logo acima.
Ele tateou e parecia algo como uma caixa, logo acima dele.
Ele não lembrava de como tinha ido parar ali. Seria um mecânico debaixo de um carro?

Não, ele não era um mecânico. Era um músico. Estaria então embaixo de caixas de som? Como será que seu show terminou assim?

Ele forçou a memória. Estava tocando guitarra um pouco empolgado demais e então...

Não, ele queria ser um músico. Desde criança. Mas acabou se deixando levar pela vida. Tirava notas não tão altas. Nem se divertia tanto.

Bom, mas ele podia deixar para pensar sobre suas frustrações depois. Agora ele precisa sair debaixo dessa caixa. Tentou empurrar para cima. Ela não se moveu.
Em sua resolução de ano-novo, ele tinha jurado que iria entrar na academia. Não dessa vez.
Mas em que época do ano ele está?

Suas lembranças mais recentes são as palavras irritante e colorido.
Tinha uma banda irritante e colorida, não? Mas ele achava que não tinha relação com isso. Ainda ouvia as bandas da época de sua juventude e torcia o nariz pra qualquer novidade.

Mas bem, irritante e colorido.
Tinha certeza que teria magoado alguém se usasse essas palavras numa mesma sentença. Ou teria realmente magoado alguém?

De nada adiantava, ele não iria repensar suas frustrações agora.
Empurrou com mais força. A tampa nem se moveu.

Espera, “tampa”? Que tampa? Com o que ele estava associando essa situação?
Era só uma caixa que havia caído em cima dele, sabe-se lá junto com quantas outras e que, milagrosamente, não o havia esmagado. Só isso.

Tentou deslizar para baixo. A saída estava bloqueada por ali. Tudo bem. Pelos lados também. Assim como acima de sua cabeça.
Era realmente sortudo. Esse espaço em que ele estava parece ser o único realmente seguro.

O que é de estranhar. Ele não era especialmente sortudo.
Não foi assim que ele passou toda sua juventude esperando por um chamado para a aventura que nunca veio? Enquanto esperava, seus amigos, esses verdadeiramente sortudos, receberam seus chamados e viajaram, se apaixonaram, se divertiram e sumiram.
Mas não ele. Nada de bom para... para... como era seu nome mesmo?

Bem, ainda estava um pouco em choque. Dali a pouco seu nome viria à mente. Onde estava, antes de se interromper?

Ah, sim. Como nunca, nem mesmo durante a faculdade fez uma “loucura”. Não, ele era realmente centrado nos estudos.
Exceto que não era, não é? Nunca nem chegou perto de ser um dos primeiros da classe. Refez algumas matérias e uma vez, quase um período inteiro.
Mas isso é compreensível, afinal ele estava aproveitando sua juventude ao máximo. Não tinha como ter tempo para os estudos.
Exceto que ele não estava aproveitando nada. Para onde foi o tempo de sua juventude?

Ainda não é hora de ser melodramático.
É hora de empurrar com um pouco mais de força. E mesmo assim a tampa (ele deixou sua mente chamá-la assim dessa vez) não se movia.
Começou a tentar lembrar novamente do dia que se passou.

Irritante e colorido... Claro! O maldito mascote do maldito desenho que... que... bem, sua filha assistia! Ela tinha mesmo ficado magoada quando ele disse sua opinião sobre o desenho. Ele lembra de ter se estressado de forma extraordinária no escritório (não era mesmo músico, afinal) e, quando chegou em casa, perguntou onde ela via graça naquele dinossauro idiota.

Nossa, como os adultos conseguem tão facilmente esquecer de quando eram crianças?
De qualquer forma, sua esposa disse que seria uma boa ideia se ele trouxesse uma pelúcia para sua filha de aniversário.
Parecia uma boa ideia mesmo.

Era assim que ele havia levado adiante seu casamento durante tanto tempo, afinal. Sem diálogos. Parecia funcional.

A imagem de sua esposa entrou em sua mente. Também sem nome.
Ele realmente a amava. Haviam se conhecido... na faculdade? É, na faculdade. Oras, era pelo menos um pouco sortudo. Ela era realmente bonita.
O “era” do pensamento anterior o deprimiu um pouco. O tempo não era conhecido por ser piedoso quando só porque as pessoas pediam.
Eles passaram seus onze anos muito bem, sem grandes sobressaltos, nem pra baixo, nem pra cima. É um preço que se paga pela estabilidade ou coisa assim. Aqueles amigos de colégio nunca souberam o que é estabilidade. Sempre muito felizes para em seguida ficarem muito tristes.
Tantos clichês começam com corações partidos.

Mas ele sabia exatamente porque nunca havia sentido o coração se partir. Ele nunca havia se entregado totalmente a ninguém. E isso o deprimia mais do que as minúsculas marcas de expressão no rosto de sua esposa.

Dessa vez, ele relutou um pouco em afastar seus pensamentos. Pra onde havia seguido sua vida? O que ele podia compartilhar com o mundo, caso escrevesse um livro?
Repassando rapidamente, sua situação atual parecia ser a única digna de nota.

Pois bem, se fosse escrever um livro sobre esta situação, como faria? Começando pela sinopse:

…

Pra isso ele precisava, primeiro, descobrir o que era sua situação.
Fatos: estava em um lugar fechado, cercado seja lá pelo que for.
Este lugar era muito abafado.

Ele começava a formular uma teoria, mas era apenas influência dos contos que leu quando era mais jovem. Malditos Lovecraft e Stephen King.
Nesse sentido, também poderia amaldiçoar Spielberg, por nunca mais ter conseguido entrar no mar tranquilamente.

Ah, como ele odiava quando sua mente divagava sem rumo. Ou era uma tática pra tentar negar a hipótese que havia pensado? Ele nunca foi mesmo de divagar sobre nada.

Não conseguia mesmo. Quando lia uma história pra sua filha, não conseguia colocar sentimento algum, simplesmente lia, como um orador. Ou no discurso daquela presidenta eleita naquele país de terceiro mundo onde o Stallone ganhou um macaco.

Tudo bem, divagando de novo. Decidiu verbalizar mentalmente sua teoria.

Tinha sido enterrado vivo!

Pareceu até meio bobo falando em voz alta, apesar de ter apenas pensado.
Ele não podia ter sido enterrado vivo, para isso precisaria ter morrido, ou quase. Os médicos estudam muito mais e com muito mais afinco que ele para se formarem. Esse tipo de erro não acontece mais.
Poderia ter ficado mais tranquilo se não tivesse lembrado da enxurrada de erros médicos que figuraram nas manchetes de jornais nos últimos dias. Mas esses eram causados por auxiliares de enfermagem.
Oh, droga, e se o acidente tivesse sido tão feio que ele fosse atendido apenas por um auxiliar de enfermagem? Nem mesmo atendido, diagnosticado. Ou seja lá que termo é usado pra alguém que chega ao hospital apenas pra ser encaminhado pro seu velório.

Socou a tampa de seu caixão (já tinha aceitado esse fato) com força, esperando que ainda não tivesse sido enterrado.
Sete palmos de terra parecem o suficiente pra abafar os sons de um administrador fracote e frustrado pela vida. Parou de socar.

Por que ele voltaria, afinal? Quem sentiria sua falta?
Sua esposa? Sua filha? Sua não-amante-por-covardia-na-última-hora?

Teria sido realmente covardia? Apesar de não haverem picos de felicidade e satisfação no seu casamento, ele tinha afinal de contas recusado todos os convites para happy hour de seu trabalho (exceto o primeiro, tradição pra quem quer se enturmar) para voltar para o lado dela.
Ele tinha tido todos aqueles sonhos não concretizados, mas no fim de sua estável jornada, estava ao lado dela. Poderia dizer que havia valido a pena?
Achava que sim. Não, tinha certeza que sim. Sua esposa era realmente sua fonte de maior felicidade. Por que ele se enganava, falando que nunca se entregou totalmente?

Ele lembrava de quando a havia pedido em namoro. De como tremia quando tentou convencer a jovem aspirante a jornalista a sair da casa de seus pais e se aventurar com o recém-formado administrador. Lembrou com clareza de como sorria largamente quando a via usando o anel que havia comprado.

Sim, havia amado e sido amado com intensidade. Ele voltaria pra ela.
Sua filha gostava de desenhar. Na maioria das vezes aquele dinossauro idiota, que ele nem achava tão idiota assim. Só estava realmente estressado naquele dia.
Lembrou com perfeição quando sentiu seus chutes, ainda na barriga de sua esposa. De como seu choro parecia infinito nas noites de seus primeiros meses. De seus primeiros passos, de quando falou pela primeira vez (“Mamãpapá”, apesar do que diziam seus amigos, ele acreditava que ela não pedia comida, mas sim havia chamado os dois), do seu primeiro dia na creche e agora, há pouquíssimo tempo, de quando entrou no ônibus para a escola.

Ela tinha crescido tão rápido.

E ontem era seu aniversário. Foi. Ontem foi seu aniversário. E ele havia comprado sim, o dinossauro não tão idiota. E ela realmente havia ficado muito feliz.

O que o pouparia de pedir desculpas. Mas ele o fez assim mesmo. Acabou lembrando dos desenhos imbecis (estes sim) de sua própria infância. E como também não gostava quando eram criticados.

Ela gostou tanto que saiu correndo para a casa dos vizinhos, com um filho quase na idade dela. Parece uma daquelas histórias de comédias românticas americanas, onde os protagonistas se conhecem e são melhores amigos desde a infância.
Normalmente são vizinhos de lado. No seu caso, eles moravam na casa em frente.

Ah, as crianças, nunca ouvem os pais. Eles sempre diziam que ela devia escovar os dentes. Mas ela só passou a escovar todos os dias quando o bendito dinossauro assim o disse.

Pensou que antes disso, ele devia ensiná-la a olhar pros dois lados antes de atravessar.

Ele sempre achou clichê, mas realmente tudo acontece num borrão, de onde é difícil extrair as imagens com clareza.
Lembrava basicamente dos sons. Do grito de sua esposa. Seguido do grito de sua filha. Dos pneus cantando.

Antes da audição deixar o tato ter seu momento, ela o presenteou com o som de sua filha, empurrada por ele, caindo na grama do outro lado.
Ele pensou que talvez ela tenha ralado o joelho, enquanto rolava por cima do capô. Pensou que ela iria chorar um pouco agora e mais um pouco depois quando sua esposa passasse o remédio. Isso enquanto caía no asfalto, atrás do carro.
Mas ela não iria chorar muito. Não sua menina. Havia puxado a força do olhar de sua mãe. Os olhos dela, o nariz dele, era o que sempre diziam.

E com os olhos de sua esposa em sua mente, a escuridão chegou.


E agora estava ali, pensando que sua vida valeu muito a pena. Amava muito sua esposa e sua filha. Demais. Mas a teria conhecido de qualquer forma. Poderia ter aproveitado bem mais seu tempo.
Queria poder dizer isso à sua filha. Depois de tudo, de tanta racionalidade, havia começado a acreditar em almas gêmeas.
Queria dizer isso à sua esposa também.

Nem se importava tanto com sua situação atual. Não importava se alguém havia cometido um erro e agora ele estava ali, incapaz de dizer o que sentia às pessoas mais importantes de sua vida.
Ele pensou mais uma vez nos olhos de sua esposa e fechou os seus. Que talvez nem estivessem abertos, pra começar.
E agora ele via luz, apesar de ter certeza que seus olhos estavam fechados.





– E isso é tudo?
– Sim. Foi aí que acordei.
– Entendo...
– Me diga... você acredita em mim, senhor?
– Claro que acredito, mas você sabe que não há como provar, não é?
– Sim... E-eu só queria que alguém soubesse que... que...
– Não se preocupe, senhora, algumas pessoas saberão e algumas acreditarão. É isso que desejava?
– Sim, acho que seria isso que ele desejaria também... Sinto que era.
– Pois bem. Acho que vou andando, agora.
– Não quer mais um pouco de suco, senhor? Está tão abafado hoje...
– Não, obrigado mesmo, senhora. Mas eu preciso ir. E sinto muito pela sua perda.
– Ahn, obrigada. Mas... Desculpe, mas acho que não sou mais “senhora”.
– E eu ainda sou jovem demais para ser “senhor”, moça. Temos um acordo?
– Hehe, claro, me perdoe. Como devo chamá-lo?

– Pode me chamar de Tom. Tom Strange.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Selo - Capítulo 3

Alexander entra em combate com uma criatura poderosa. Talvez poderosa demais para suas habilidades. Mas alguns de seus espólios mostram-se bastante úteis.



Égide



Edward Khalembar estava em seus últimos momentos de vida, e o corpo de Serena, sua amada esposa, jazia caído aos seus pés. Morta. Desespero.

-Admito que você foi bem, guerreiro. Você e sua mulher deram bastante trabalho e, por causa da arrogância e fraqueza, seis caíram. Mas que isso fique bem claro, sua jornada termina aqui.

Edward sangrava por todas as frestas de sua armadura pesada. Seu escudo estava partido, inútil. Seu elmo rachado, fazia que a luz tocasse seu rosto. Sua espada, quebrada, quarenta centímetros de lâmina lhe sobrando. Talvez a Academia não o tivesse preparado para isso.

-Mas saiba, guerreiro - Disse o dono daquela pomposa voz, enquanto caminhava e sacava, com um gesto quase supérfluo, um sabre - seu nome é digno de fazer parte da minha história. Você será aquele que eu derrotei para atingir o poder. Sua esposa e você serão aqueles que tombaram em combate diante do ser mais poderoso do mundo. Deviam se orgulhar.

Orgulho.

Edward lembrou-se de seus dias na academia, de todo o treinamento, das conquistas, dos sacrifícios, da alegrias, das tristezas, das glórias e honras. Orgulho. Seu filho. Orgulho. Serena. Orgulho.

E que queimem a língua aqueles que duvidam da existência dos milagres, pois Edward Khalembar, naquela colina sob a chuva, performou um.

*****************************************************************************


O urro da criatura reverberou e fez o chão tremer sob a sola das botas de Alexander Khalembar. O guerreiro sentiu uma gota de suor gelado escorrer por sua nuca, descendo por suas costas e se perdendo entre inúmeras outras, geradas pelo peso e pelo calor da armadura. Adiantou-se um passo, cauteloso, o escudo frente ao corpo, a espada apoiada sobre o escudo, pronto para estocar.

A criatura investiu, com uma velocidade quase impossível de ser acompanhada. Suas garras tirando o primeiro sangue do combate, rasgando o ombro esquerdo do guerreiro. Khalembar tentou uma rápida resposta, brandindo a espada, mas cortou apenas o ar.

O gigante postou-se, curvado e grotesco, novamente à distância e, com um ar de satisfeita maldade, pôs-se a lamber o sangue em suas garras. Nojo. A criatura pareceu se deliciar com a prévia de seu banquete, e Alex soube que, se fosse derrotado, seria devorado.

Alex investiu, buscando estocar sua espada no ventre do gigante, mas não conseguiu perfurá-lo. Seu couro parecia ser tão resistente quanto uma grossa placa peitoral. Foi colhido em um golpe circular da criatura, sendo atingido no peito e arremessado talvez três metros para trás. Evitou a queda, mas não conseguiu manter o ar em seus pulmões. O gigante avançou, mirando sua cabeça como alvo.

Foi aí que aconteceu algo que Alex não esperava.

Respirou fundo. Duas vezes. O golpe ainda no ar, como que muito mais lento, como um ensaio de golpe. Alex enxergava o golpe como uma mímica, em lentidão. Levantou o escudo, tendo que esperar ainda mais dois ou três segundos para sentir o impacto. Um impacto bruto e forte, que quase o pregou no solo. E, como que num instante, o combate voltou à sua velocidade habitual. Alex não entendeu e não se preocupou com isso. Teria tempo depois, se sobrevivesse.

Aproveitou-se da curta distância entre os dois e estocou com a espada, seguindo um golpe com a borda do escudo. Novamente, Alex ficou surpreso com o resultado.

Sua estocada novamente foi repelida pelo couro do gigante. Mas seu golpe com o escudo, por outro lado, além de abrir uma ferida na criatura, arremessou-a para trás, como se a força de seu golpe tivesse sido tão grande quanto a força da própria criatura. Alexander, surpreso, mas pensando rápido, investiu novamente para a criatura, dessa vez golpeando com o escudo. Um, dois, três golpes com o escudo. A criatura urrava, sangrava e rodava, atordoada. Talvez sem entender como aquele pequeno cavaleiro comseguia tanta força.

O gigante caiu de joelhos, arfante, a bocarra aberta. Alexander aproveitou o momento e estocou com a espada, para cima, mirando o céu da boca do oponente. A lâmina trespassou pele e osso, indo se alojar em uma consistência esponjosa e gelatinosa. Um muco cinzento escorreu pela lâmina até a guarda. E o gigante tombou, morto.

Alex olhou para seu escudo, espantado. Tirou o elmo para poder respirar melhor. Olhou em volta, e fixou seu olhar em Michelle. Tinha vencido a batalha, e agora queria respostas.

Continua...
(Mas não neste blog!)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quadrinho Não-Linear

Falae, galera!
Dessa vez eu tentei fazer esses quadrinhos não-lineares, baseado em um exemplo visto em "Desvendando os Quadrinhos", de Scott McCloud.
(Livro esse que eu recomendo pra TODO mundo que quer escrever, desenhar ou entender os quadrinhos ;)

Mesmo esquema de antes:
Twitpic
e
Deviantart

Abração!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Kantera Little Tales 1

Falaé, povão!
Por motivos de força maior (da incompetência deste que vos blogueia ;), não foi possível upar a última "tira" aqui no blog.
Não deu porque, como eu estou sem PC (MoBo Down!), estou fazendo tudo manualmente, como os que conferiram no último post puderam perceber.
Então não é uma tira que eu apresento hoje, mas uma página e portanto, inconcebível no blog.

Vocês podem conferir nos seguintes endereços:
Twitpic
e
DeviantArt

A diferença é que o primeiro link vai carregar mais rápido e o segundo possui outros desenhos e ilustrações minhas ;)

Abração e, sempre, mas sempre mesmo

.Keep Benkyoing.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

I...Dead People

O legal de estar sem trabalho é ter tempo livre quando seus olhos sangram durante uma maratona de estudos...



Desculpem, só conseguir pensar nessa solução pra nao estragar a piada:

Cliquem na imagem para ver a charge completa

Mas ainda assim eu produzia mais quando não tinha tempo pra nada, entre estágio, faculdade e estudar (notaram que estudar tá separado de Faculdade?)...

Mas, bem, agradecimentos a WinnyRoh, que escaneou as imagens!

EDIT by Admin chato: Ela postou também \o_o
NOVO EDIT by Admin cada-vez-mais-chato: Link revisado, agora abre em nova página. (não deixem de comentar i_i)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

I Believed!!!

Vi o filme "novo" do Arquivo X. Com só um pouquinho de Delay do resto do mundo.



Eu tava aqui em casa nesse domingo, na hora do almoço e, pra ser poupado da Turma do 2xDi, vasculhei os dvd's que minha cunhada tinha deixado comigo e lá estava.
Brilhando.

The X-Files - I Want to Believe.

Putz, minha cabeça quase explodiu só de olhar pra capa. Que saudade desse seriado.
Sério mesmo.
E pra quem gosta(va) do seriado, o filme faz seu serviço.
Aquele clima de investigação, um tom de sobrenatural inexplicável (que NÃO é o foco), o Mulder crédulo, falando quilos, a Scully cética, cortando todos os argumentos...

É uma história pequena, fechada, realmente no clima da série.
Pelo menos no clima da primeira temporada (tô revendo =D), já que a memória muito me falha nesse momento.

Eu acho que não dá pra falar muito mais aqui sem estragar sua experiência, mas o filme é com certeza um doce presente para os fãs.

Mesmo que o poster tenha uma montagem malfeita.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Formspring!

Falaaaaaaaaaé, povo!
Uma novidade e algumas dissertações =D


Já viram essa novidade pra desocupados?
É muito inútil, mas parece ser divertido; a galera tá falando que é tipo "Verdade ou Consequencia" ehehe

Funciona como um formulário dinâmico de perguntas e respostas.
Aqui o link do meu, olhando fica mais fácil de entender:
FORMSPRING

E quanto às minhas tirinhas... Ahn... eu tenho umas três ou quatro prontas aqui, faltando só digitalizar... mas é que eu andei tão "manual" nesses dois meses sem net que eu perdi o jeito e agora tô com preguiça. Tenho rascunhos de textos também... Mas sei lá se tem gente acessando o blog... Ele até tá com bastante visitas, mas sabe-se lá se é só o Mynssen atualizando a página vinte vezes por dia (não que ele ou eu jamais tenhamos feito isso).

Precisamos de feedback pra saber se nossos leitores ainda estão vivos, senão não anima postar, tanto eu quanto o Rodox (aparentemente os únicos dois retornantes, sem contar as passagens do Cometa Cidão).

Bom, no mais é issaê, abraço procês.

.Keep Benkyoing.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Rolando os Dados

Depois de explanarmos um bocado sobre a criação de um personagem marcante, vamos agora falar um pouquinho sobre as ferramentas que, na maioria das vezes, tornam possíveis o trabalho do personagem: suas armas e itens!





Olá senhoras e senhores roladores de dados!! Quantas saudades!!! Realmente, foi um longo inverno, mas cá estamos! Afinal, o We é pra nós mesmo!!! Reli minhas postagens na coluna, pra ver de onde tinha parado *vergonha* e reparei aqui que estávamos nós falando um monte de coisas, sobre conceito, motivação, histórico, aparência, interpretação. E quase me esqueço de comentar sobre esses maravilhosos apêndices de nossos heróis, que de tão importantes são praticamente parte do próprio conceito, histórico e aparência. E, algumas vezes, até a motivação! Afinal, o que seria de Aragorn sem Andúril? Ou Luke sem o sabre de luz que um dia foi de seu pai? Ou Uthred sem Bafo de Serpente e sua lâmina com padrões de labaredas espiraladas? Haru sem a luva!!! (hahahahahahahhahahaha)

Comentário do autor: esse rascunho tem alguns meses... agora eu sei que Haru sem a luva é um terrível monstro apelão... rs

Ora bolas, quem seria Arthur sem a famosíssima Excalibur?? (até mais famosa que o próprio Rei, às vezes!!)

Então, quando criamos um personagem, os equipamentos que ele usa são muito importantes, quando se pensa em seu conceito. É claro que um guerreiro ou ninja que saiba usar todo tipo de arma é muito mais versátil, mas, convenhamos, o personagem que usa uma arma única (ou uma única arma) e se especializa em sua utilização, lhe dá um nome, quase uma personalidade, se torna muito mais marcante (e marcado) do que os outros.

Lembro-me de uma vez em que eu estava lendo Rurouni Kenshin (Samurai X, no Brasil) e duas passagens me marcaram. A primeira foi depois da luta de Kenshin contra Soujiro Seta, onde o nosso herói quebra a espada de Seta, e Shishio fala "Ele tem que ter continuado forte para quebrar NAGASONE KOTETSU". Po! Muito maneiro! Tudo bem que Kotetsu era o nome de um ferreiro famoso medieval. Mas, convenhamos novamente, muito mais legal que "ele tem que ter continuado forte para quebrar sua espada".


A segunda passagem de Samurai X foi quando Saito disse "essa minha espada não possui um nome, mas juntos nós abrimos nosso caminho com sangue para fora do final do shogunato". Sim, às vezes, o fato de sua espada realmente não ter nome faz toda a diferença. Em uma história do universo expandido de Star Wars, Darth Maul fala para Lord Sidious que não dará nome algum ao sabre de luz duplo, porque ele é apenas uma ferramenta, não deve ter honrarias. Poxa! Imagine um guerreiro amargurado que se recusa a dar um nome para sua espada porque ela é uma "ferramenta de matar, e não merece honra" ou então um ladrão que empunha "a Sorrateira" sua adaga afiada que já ceifou diversas vidas. Muito mais diferenciado.


Então, minha mensagem hoje é: Tente fazer o seu personagem o mais original possível, seja escrevendo uma história, fazendo um desenho ou criando um PC pra jogar RPG. E, aliás, tente ser original em tudo o que fizer, você sempre será lembrado, diferenciado. E sim, inspirar-se em outros itens ou histórias tá valendo, como sempre. Ou alguém tem dúvida de que os Jedi são Samurais espaciais?

E um PS especial: Sim, estamos de volta. Vou continuar com a coluna de RPG, que vai acabar se expandindo para abarcar literatura também. E os contos retornam amanhã (em um capítulo especial) e a partir de semana que vem, a continuação de O Selo.

Abraços e até mais!!! o/

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vago e Especifico 7 - Twisted Princess

Waaaaaaaaaaaaaah!!!

Mais um achado!


Cacilda, acho que isso já é velho, mas eu achei faz pouco tempo:


Princesa presa em uma torre, recebendo comidinha direitinho todo dia?
Filha, calma que essa aqui é uma princesa a ser salva de verdade!!!
(Eu quero jogar RPG agora!)

(AGORA!!!)


Na verdade, eu já tinha visto um desses, o da Cinderella:



Que me deu a idéia de desenhar um "doll", que vocês podem ver aqui, colorido pela Dani:


Quem quiser ver o resto da galeria Twisted Princess, pode olhar no DeviantArt do autor.

Vejam o Deviantart da Dani também!
E o do Mynssen!

E o meu!


Té mais \o



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Comunicado!

Pessoas do meu coração,
Quero apenas comunicar que o blog não morreu!

Deixa só minha semana de provas (que se estendeu até o curso) terminar que eu volto ;)


Por enquanto, fiquem com o Top 3 Posts de Colaboradores (por "colaboradores", entendam "não sócios-fundadores" (por "sócios-fundadores", entendam Rodox e eu)):

The Lil Adventures of Lil - por Mynssen
Review Prototype - por Matchan
Review Punyo - por Dani

E re-ouçam o Cuícast 01 - E-RPG, que em breve contará com a participação especialíssima da Cuíca em pessoa =D

Bjunda, povo!

Keep Benkyoing!

sábado, 26 de setembro de 2009

Aleatoriamente Falando II - O Retorno

Olá novamente pessoas!

Apesar de ninguém (nem eu) acreditar que existiria algum dia um projeto meu com continuidade, aqui estamos novamente (e dentro do prazo... será o apocalipse? O_o) com a Aleatoriamente Falando II - O Retorno!

Essa semana monologarei (essa palavra existe? se não existe considere-me um neologista [essa palavra existe? se não existe considere-se um chato por ficar corrigindo os outros]) sobre experiências de infância que você nunca esquece. Traumas infantis para ser mais específico.
- Humm, profundo isso. Até que enfim algum conteúdo.
- Não, na verdade não..



Nós sempre achamos que, não importa o que aconteça, as crianças "vão esquecer disso amanhã" e falamos/agimos sem nos importar muitos com isso.

E é daí que vem os serial killers...

Um exemplo da vida estranha deste que vos fala:
Eu sempre fui chato pra comer. Comia pouco, só gostava de besteira, enfim, um nojento.
Lá estava eu na casa da minha vó (que é portuguesa, então muita gente diz que não entende nada que ela fala, mas eu entendo tudo porque sempre convivi com ela, mas quando chega algum outro português eu também não entendo lhufas. Não é incrível? Não!? Puxa.. tenho que parar com as informações inúteis..) brincando na varanda.
Numa hora infeliz resolvi entrar para assistir TV e lá estava minha vó tranquila sentada no sofá.
Eis que passa um comercial (que eu não faço a menor idéia sobre o que era) em que um homem ia virando gradativamente um macaco (tinha uma narração no fundo passando alguma mensagem, mas sinceramente caguei pra ela. Tinha um cara virando macaco na tv poha!) e com a curiosidade infantil que me abundava perguntei: vó, porque ele virou um macaco?
- Porque ele não come direito....
- Hum, tá bom, é sim... *sorriso amarelo*
Fingi ceticismo, mas já estava me vendo emacacando (neologismo novamente). O estranho é que eu nem sequer cogitei a possibilidade de passar a comer direito.Eu simplesmente aceitei que estava condenado e perdi a felicidade de viver.

Isso nos leva a outro ponto. Se você diz essas coisas para um criança apenas pelo prazer de se vingar pelo que fizeram com você enquanto era uma delas, ou para adoçar momentaneamente sua vida amarga com uma dose de desespero alheio, OK. Mas se está tentando ensinar algo a ela sinto informar que não, você não vai conseguir (a menos que você queira ensinar o quanto o mundo é ruim, mas isso se encaixa na possibilidade anterior).

Mas talvez as maiores causadoras de traumas de infância são as boas e (muito) velhas crendices populares.
Perdi a conta de quantas vezes prendi o pé do meu irmão quando ele passava por cima de mim enquanto eu estava deitado no chão, porque "senão não ia mais crescer" ou desvirei o chinelo porque "senão a mãe morre" e soprei os olhos, também do meu irmão, quando ele fingia que estava vesgo porque "se batesse vento ele ficava assim pra sempre" (sim, crianças são criaturas sem perdão, misericórdia ou compaixão). O incrível é que nunca acontecia algo de bom, o "senão" era sempre uma praga miserável. Mas o meu preferido era um que eu acredito que nem é muito conhecido: Se duas pessoas se olhassem no mesmo espelho ao mesmo tempo, uma morria (na verdade morte é o resultado de metade das crendices. só variando a crueldade com a qual a mesma ocorre), e ainda havia um requinte de sofisticação, pois sabia-se que era a que estava lá primeiro que batia as botas. O resultado era um revezamento entre meu irmão e eu para "entrar" no espelho enquanto o outro se via..(como eu disse, misericórdia infantil é lenda urbana).

Só pra terminar, uma outra experiência traumática da minha pessoa:
Estava assistindo TV já a uma certa altura da noite em que costumava estar dormindo.
De repente começa um filme policial comum.
Tudo ia bem, o policial ia pegar os bandidos como sempre faz (pelo menos os meu heróis de infância sempre faziam.. Stallone, Schwarzenegger e Van Damme não perdoavam.. já não se fazem mais heróis como antigamente.. mas isso é assunto pra outra coluna..), até ele entrar num galpão ou algo parecido..
Tudo vazio, cena tranquila, os bandidos provavelmente fugiram.. tudo bem..
Até que aparece um bandido. As portas fecham. Aparecem MUITOS bandidos, todos fortemente armados. O bandido que apareceu primeiro fala alguma coisa e vai embora..
Ah, tudo bem, foi só um aviso, eles ainda vão pagar caro por isso e ... OH MEU DEUS!
CRACK! (som da inocência sendo destruída)
Seguem aê uns dois minutos de sangue jorrando e membros voando, despedaçados pela balas.

Mas que mente doente faz um filme assim?

Pessoas que não comem direito.. O_o


Post Scriptum Area


P.S. Provavelmente a cena não é assim, nunca mais a vi, a descrição acima é só a versão fantasiosa da minha mente (ou não, esse pessoal de Hollywood é doente..).

P.P.S. Pois é, eu utilizei esse espaço como terapia.

P.P.P.S. Não, você não pode fazer o mesmo.

P.P.P.P.S. Ignore a mensagem anterior, estava de mal-humor porque lembrei do Robocop.

P.P.P.P.P.S. Utilizem o espaço para comentar seus próprios traumas de infância e sabermos que não estamos sozinhos, somos todos sequelados. Sub-Ghadernal interativo! \o/

P.P.P.P.P.P.S. Pesquisei e descobri que "monologar" existe sim. Já "neologista" é neologismo mesmo... (pelo menos não existe no Aurélio Online). "Emacacando" eu nem me dei ao trabalho de procurar.

P.P.P.P.P.P.P.S. Se estiver passando Robocop na TV eu ainda fico meio enjoado, até o desenho fazia isso.

P.P.P.P.P.P.P.P.S. A informação anterior foi muito, mas muito inútil mesmo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Rolando os Dados

Agora nosso personagem está quase pronto. Falta um detalhe crucial!!



Olá senhoras e senhores roladores de dados, meus queridos e queridas jogadores de RPG (ou não). O post de hoje, mais curtinho, é pra falar sobre uma coisa que eu vi acontecer em mesa na última aventura que eu estava mestrando.



O grupo de aventureiros estava enfrentando um dragão negro, criatura do mal, poderosa, mete medo, etc. O grupo estava tomando um couro, apanhando legal, só que estavam conseguindo se segurar, causavam dano no dragão, o clérigo curava o grupo, aquela batalha em que os jogadores até temem pela vida de seus personagens, mas que, no íntimo, acreditam que vão vencer. No meio dessa briga épica, o mago fica com 1 ponto de vida.

Ele então deixa o local do combate, vai pra outra câmara do castelo do dragão, conjura uma cadeira e se "senta pra recuperar os pontos de vida" (ele tinha um colar que recupera 1 ponto de vida a cada 2 turnos).

Agora pensem comigo: tudo bem, o jogador olhou os números, temeu pela vida de seu personagem e deu 10 na pata, saindo de fininho e salvando-o.

Mas... será que aquele mago teria feito isso?

Outro dia ouvi a seguinte frase: "peraí, então são 18 orcs? Eu tenho 50 pontos de vida, causo 1d10+7 de dano e tenho resistência a dano 7. Os orcs causam no máximo 1db+4, dano médio de 8, vou tomar 1 ponto de vida por ataque, se tomar, e como eles tem uns 20 pontos de vida, pra cada dois ataques meus, cai um orc. Beleza, eu ataco"

Enxergam? Muitos jogadores vêem seus personagens apenas como números, e não como aventureiros com personalidade! Eu estou lendo um livro onde o personagem principal, um famoso e forte guerreiro se rende quando cercado por 4 aldeões armados com espadas. Ele até poderia derrotá-los, mas é um risco fútil naquele momento.

Sei lá, fico pensando. Por mais que um cara seja mundanamente forte, estar cercado por 18 orcs deve ser uma situação tensa. Da mesma forma, por mais que se esteja com 1 ponto de vida, será que um companheiro de aventuras (toddynho??) abandonaria seus amigos frente ao desafio mais difícil que já enfrentaram, deixando de usar suas preciosas magias no combate para conjurar uma cadeira e descansar confortavelmente enquanto eles se ferram?

Então amiguinhos, tentem pensar mais em seus personagens como "alguém" e não como "alguma coisa". É claro, se você quer que lembrem de "Harakel, o guerreiro que governou a vila de Valundra" ao invés de lembrarem "daquele guerreiro de força 18 que eu jogava".

Sutil diferença.

Mas, claro, lembrando: isso só vale se você quer um personagem marcante. Se você se diverte jogando do outro jeito, CONTINUE ASSIM! RPG é pra se divertir, e se você não está se divertindo, está jogando errado!

Que vocês rolem bons dados!! Até breve.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vago e Específico VI

Então tá.
Agora você quer criar uma história, mas não tem idéia de como começar.



Esse post é dedicado ao Mynssen e ao Rodox, espero que seja útil!
Antes de tudo, você precisa de um tema pra sua história.
Esse conceito de "tema" transcende o básico, tipo "mistério", "medieval", "aventura" e etc. Ou não.
Como exemplo, pra facilitar, peguemos o filme Sinais, com Mel Gibson: à primeira vista, sabe, na visão superficial, você pode tê-lo como um filme sobre Extraterrestres, certo?
Se você for um pouco mais além, você verá que na verdade, o filme é sobre ter fé (e como recuperá-la e mantê-la mesmo quando tudo parece perdido).

Mas eu acho que o melhor exemplo existente é Matrix. O "tema" dele praticamente varia pra cada um que assiste, passando pela camada mais superficial, artes marciais, podendo se aprofundar cada vez mais, chegando até a ideais filosóficos de libertação da mente, ou até (se você quiser ir muuuuuuuuuuuuuuuito além...) religioso.

Pra você criar uma história com alguma profundidade, é MUITO bom você ter em mente o básico da história completa. Começo, meio e fim.
Não precisa ser todos os detalhes, mas pelo menos o rumo é bom você saber de antemão. Vai facilitar sua vida, além de você poder incrementar sua história de modos impressionantes.
Exemplo:
O herói passa por uma parede pichada com isso "xAx".
Mas pra frente na história, ele fica sabendo que precisará derrotar a máfia dos Aniquiladores e, investigando mais a fundo, ele descobre o símbolo deles: xAx.

Pronto, se você fez direito, o leitor vai reler a história porque ele "já viu aquele símbolo antes".
Consegue ouvir a cabeça dele explodindo quando ele vir o símbolo pichado na parede há quarenta capítulos atrás?

Nessa parte, não adianta ter pressa. Vai com calma. Pode demorar meses, mas planeje sua história direito. JK Rowling levou anos "ruminando" a história TODA de Harry Potter antes de começar a escrever os livros um a um.
(imagino quanta grana deva valer os manuscritos da trama toda sem as divisões...)


Assim, eu não consigo imaginar que alguém pare e pense
"Vou criar uma história. Deixa eu pensar no tema... Pronto. Agora a estrutura... Pronto. Agora, vamos à história em si."

Eu acho que todo mundo que quer criar uma história tem uma idéia em mente. Trabalhe a partir dessa idéia!
Um herói relutante, porém destinado a salvar o mundo?
Um mundo estranho recebendo um confuso herói?
Um humano tentando descobrir a verdade no sobrenatural?
Um herói MUITO relutante tentando salvar a alma condenada de seu pai?

É importante existir um herói pra sua história, mas isso é tema pra um outro post...

Trabalhar em cima da sua idéia vai te dar mais empolgação escrevendo e isso transparece pro leitor, que se empolgará também.
Lá no post sobre as origens das motivações dos personagens tem conceitos que também podem ser aplicados aqui.
(mas pra isso você vai precisar ligar o modo "Benkyo" ;D )

Basicamente, tendo uma origem é mais fácil traçar e trilhar o caminho; mas você não precisa necessariamente aplicar esse conceito literalmente, senão a palavra "destino" vai aparecer e você vai acabar achando que está preso a alguma coisa.

Escrever também é prática!
Se você também pretende trilhar o caminho do desenho, tente (,Mynssen) escrever no papel ou no computador uma história curta, uma tirinha ou o que for antes de fazer o storyboard/rascunho (ou o Name, Pisci =D). É um ótimo exercício e, putz, acelera muito o processo na hora do storyboard/name(\o/)/rascunho, já que você somente vai precisar definir os ângulos e enquadramentos.

Notas finais

O Shyamalan é um dos maiores nesses termos de "olhe além da capa"; ver filmes dele é quase uma experiência à parte. Aconselho todos, INCLUSIVE "A Vila". Todo mundo fica decepcionado, porque ninguém consegue deduzir o final =p #prontofalei

Roteiro vai mais além disso, tem um monte de técnica pra "desbloquear" que eu uso e tá funcionando!
(Valeu, Pisci-Sensei pela oportunidade (e esporros!))

Algumas ótimas leituras:
Ótimas dicas de um cineasta, mas ajudarão pra cacete, caso você esteja com preguiça de ler Joseph Campbell:
Site do Massarani

Criação de Personagem
Background pra eles =D

KEEP BENKYOING!


Alguém vai notar a dualidade do titulo do jogo de Matrix e como ela se relaciona com o post?



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Aleatoriamente Falando I

Olá pessoas!

Devido à falta de tempo para desenhar estou estreando essa nova coluna do Sub Ghadernal (na verdade SE você estiver lendo isso eu estou estreando a coluna senão a idéia não foi aceita pelo Rafero e isso é só um arquivo largado no meu pc..): a "Aleatoriamente Falando"!!

- "Ah, você não tem tempo para desenhar mas pra escrever baboseiras tem.." - dirão alguns, é, pois é, direi eu. Desenhar leva mais tempo e como eu já passo uma grande parcela da minha vida na frente do computador no trabalho, estudando e etc é bem mais prático pra mim escrever do que desenhar.

- "Não perguntei nada, nem gosto dos seus desenhos.. aliás seu desenho, porque você só fez um e nunca fez mais.." - é rapaz... não tenho resposta pra isso..., mas vamos ao que interessa!

Sobre o que é essa coluna afinal? Bom, como o título sugere, sobre um pouquinho de tudo ou sobre nada, depende do seu ponto de vista (malditos críticos). Escreverei sobre a primeira besteira que vier a minha mente e tentarei roubar um tempo precioso da vida de vocês e, desde já, aviso que não haverá reembolso do mesmo, - a não ser mediante apresentação da nota fiscal - desenvolvendo o assunto da forma como minha mente semi-autista permitir.

Mas chega de papo-furado, vamos ao... bom... papo-furado de verdade!
Estava pensando sobre o que escrever na primeira coluna, e percebi que tinha sido confundido com uma "menina exagerada" aqui no blog. Então resolvi falar sobre a importância e a dificuldade de se expressar.

Eu, particularmente, tenho uma dificuldade séria em me expressar. Mas como disse Jack Black quem sabe faz, quem não sabe ensina e quem sabe menos ensina educação física (Jack Black disse. Lembre-se disso você, professor de educação física! Foi apenas uma citação, não apóio nem discordo dela. Viram? sempre frize o que você quer dizer.. Droga! Estou adiantando o assunto, vamos sair do pensamento paralelo do parêntesis).

Regra #1: "Não importa o que você diga, sempre há uma interpertação ruim possível e acredite, será ela que o seu ouvinte fará."
Acredito que todo mundo já saiba disso. Quem em um momento da vida não disse algo de boa intenção e foi xingado, odiado, exilado, esquartejado.. melhor parar, estou exagerando.. Enfim, se é possível te odiar ninguém vai te amar (ó, dura vida).

Regra #2: A MAIS importante de todas as regras sobre expressão!
- Então porque não é a regra #1? * ¬¬*
Porque ela cita a regra #1 e se ela fosse a regra #1 ela citaria a si própria, não fazendo sentido. Fez sentido? Não importa, vamos a ela:
"Se a pessoa com quem você está falando for do sexo feminino a regra #1 tem sua proporção e intensidade elevada a 1000."
- Huaaaa! Queimem o porco machista!
- Não, não ainda, deixe-me ilustrar com uma pequena experiência de vida:

Lá estava este que vos fala indo para o ponto de ônibus a espera da falecida kombi Largo do 40 - West Shopping (que informação inútil essa, só percebi depois de escrever e daria mais trabalho apertar backspace do que escrever essas vinte palavras. Ok, talvez não, me desculpe) e eis que encontro uma amiga que ia comigo para lá quase todos os dias.
A citada estava mais arrumada do que de costume e eis que no auge da minha inocência disse, querendo ser gentil:
- Está bonita.
- Então eu estou horrível em todos os outros dias? *carranca*

OWNED a parte, essa não é uma história fictícia, é um conto real de um herói que jurou daquele dia em diante pensar antes de falar. E que falha miseravelmente com sua promessa todos os dias novamente.

Com esse belo final encerro abruptamente a coluna porque tive a idéia de escrever as duas áreas extras a seguir enquanto escrevia este parágrafo e perdi o raciocínio.

Perguntas Frequentes

P: Porque tem frases em verde?
R: Essas são as perguntas que vocês fizeram enquanto eu estava falando.

P: Mas eu não perguntei nada e você não estava falando!
R: Isso não foi uma pergunta, então não preciso responder.

P: Mas eu não perguntei nada e você não estava falando?
R: Boa tentativa.

P: Mas não tem frases em verde, elas estão vermelhas.
R: Sinto te informar, mas você é daltônico.

Post Scriptum Area

P.S. "Aleatoriamente Falando" é uma homenagem a minha doce e linda Adele. Ela sabe porque. Você não sabe? Quer saber? Hum.. também não queria contar..

P.P.S. Sim, eram só duas regras mesmo.

P.P.P.S. É, eu sei que não acrescentei nada à sua vida. Não disse que o faria.

P.P.P.P.S. Se você gostou, não gostou, odiou, ou está se perguntando porque não parou de ler quando teve chance, não importa, dê sugestões, críticas, xingue seu vizinho que deixa o cachorro cagar na sua porta, enfim comente e ajude esta humilde coluna a continuar e crescer ou a minguar e sumir. Como dizia Capitão Planeta: "O poder é de vocês! Vai planeta!".

P.P.P.P.P.S. O Capitão Planeta não dizia "Vai planeta", os outros diziam isso pra ele, antes dele chutar bundas de lenhadores Jack (lenhadores sempre se chamam Jack) e ratos poluidores, mas eu achei legal e quis colocar lá mesmo.

P.P.P.P.P.P.S. Sim, a coluna não faz sentido mesmo.

P.P.P.P.P.P.P.S. Até a próxima! (ou não, o poder é de vocês! Vai planeta!)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Selo - Interlúdio 1

Alexander Khalembar parte em direção à criatura agigantada, cheia de ódio, preparando-se para um embate. Michelle observa aflita enquanto o cavaleiro segue com um sorriso. A criatura olha com fúria e avança com uma idéia fixa na mente. Matar.

E, enquanto isso, um deus observa um ladrão.





Era final de tarde, e, enquanto o deus observava, o ladrão corria. Não que houvesse roubado algo, e não que o deus não tivesse algo melhor a fazer. O elfo era apenas um dentre muitos aventureiros escusos e furtivos, com habilidade para desarmar armadilhas. Um ladino. O deus observava com interesse a fuga.

Porque do sucesso desta dependeriam talvez milhares de vidas.

O ladrão tentava atravessar uma floresta fazia horas. Antes disso havia corrido por uma planície. Antes disso esgueirara-se por entre as pedras de uma escarpa. E antes disso saltara uma alta muralha de cidade. Fugia com o diabo em seus calcanhares, pois ele era perseguido, e seu perseguidor parecia não se cansar.

O elfo tinha as solas dos sapatos se esfacelando, os joelhos doloridos, a boca seca. As mãos doíam e as pontas dos dedos estavam vertendo sangue pelo esforço ao atravessar o muro e a escarpa. A cada momento forçava-se a se agarrar à consciência, sabendo da importância da mensagem que precisava entregar.

E, atrás dele, os cascos. Sempre os cascos.

A cada vez que o elfo acreditou, por um instante, ter deixado seu perseguidor para trás, ouvia os cascos, o trote, o cavalgar. Sentia metade medo e metade desespero, e se punha a correr de novo. E, naquele exato momento, odiou a Floresta Alta.

Para se manter vigil, forçou-se a lembrar o porque de sua fuga. Estava no reino de Korhal, era noite, caminhava por uma ruela. Um contrato, dinheiro fácil. Espionar um nobre professor, um cavaleiro do reino, e depois relatar tudo para o contratante. Não precisaria combater, nenhuma armadilha para desarmar. Sem riscos.

Dinheiro fácil.

As coisas então começaram a ficar estranhas. O cavaleiro adentrou o Templo das Damas do Selo. Ele ouviu gritos, gemidos, barulho de espadas. Adentrou também o templo. Viu que o cavaleiro sangrava. Dúzias de outros cavaleiros estavam também feridos ou mortos. No centro, sete figuras distintas. Apressou-se em fugir dali, precisava avisar alguém. Sentiu algo curioso, uma sensação estranha, como se sua mente tivesse sido violada.

E uma das figuras partiu em seu encalço.

Fugia fazia quase um dia completo, sem comida, sem água, sem descanso. Precisava chegar ao reino vizinho e pedir ajuda. Korhal tinha problemas, e no reino vizinho poderia ter segurança de novo, e seu reino receberia ajuda. Poderia dormir.

Chegou em uma clareira cortada por um riacho. Parou. Por impulso ajoelhou-se à margem para beber. O sol já se escondia no horizonte, a floresta engolfada em uma penumbra suave. O líquido gelado desceu-lhe pela garganta depois de molhar-lhe os lábios. A doce delícia de um gole de água quando em uma sede atroz. Cascos.

Ergueu-se assustado, olhando para todos os lados, tentando descobrir para que lado deveria fugir. Ouviu uma voz, irritada, quase um sussurro:

- Você é esperto elfo – cascos –, esperto demais pro meu gosto. Me deixa irritado.

Cascos.

O elfo viu seu perseguidor adentrar a clareira, uma longa espada na mão direita, uma longa lança na mão esquerda. Corpo coberto por metal. Cascos.

O perseguidor irrompeu em uma carga de cavalaria, a lança apontada para o peito do elfo. O ladrão tentou se esquivar, mas foi lento, vencido pelo cansaço e pela perícia de seu algoz. Costelas foram destroçadas, um pulmão perfurado. Foi ao chão, gemendo, com dificuldade para sorver o ar, que parecia lhe faltar no peito.

- Foi uma boa caçada elfo – cascos –, mas me deixou irritado. Tudo me deixa irritado.

A lâmina da espada cortou a garganta do elfo, e a lança estocou mais uma, duas, três vezes. Espada e lança castigaram o corpo sem vida do ladrão. Golpes dados a esmo, guiados por irritação, fúria, ódio. Ira.

O perseguidor olhou por sobre o ombro. Seria uma longa cavalgada para encontrar seus camaradas.

Cascos.

Em algum lugar, o deus suspirou.



Continua...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Rolando os Dados

Continuando a trocar uma pequena idéia sobre a criação de personagens marcantes, boas histórias e grandes motivações (ou não)



Olá, senhoras e senhores roladores de dados! Sim, o orelhudo favorito de vocês (depois do Dumbo, é claro) está de volta! Minha internet foi restaurada a tempo de fazer o post de hoje!

Agradeço, primeiramente, ao Rafero que postou a "Rolando os Dados" de semana passada com maestria. Ficou muito boa cara!

Dando prosseguimento então aos "estudos" sobre a criação de personagens, já chegamos em algumas conclusões.

Temos um CONCEITO, que, por si só já dá uma boa diferenciada no personagem, sem ser necessário quebrar muito a cabeça. Temos um BACKGROUND (ou histórico) que serve para diferenciar o passado de seu personagem dos demais. Temos uma MOTIVAÇÃO, que fará com que seu personagem seja diferente dos demais no presente (e, em um post futuro, conversamos sobre como fazer para que sua motivação seja uma coisa em comum, e não tão dissonante, com o grupo).

Ótimo. Então já temos um bom pano de fundo com a essência do seu personagem. Ele já tem um histórico razoavelmente trabalhado, tem um conceito que o diferencia e tem uma motivação.

Agora ele precisa de uma APARÊNCIA.

Sim senhores, porque, apesar de sede ser tudo, imagem não deixa de ser alguma coisa. Vamos lá, personagens ícones de todas as histórias normalmente têm uma aparência irada! Foi nas mesas antigas de RPG que eu joguei que surgiu o binômio AJ (Aparência e Jogabilidade). Tenha essas duas coisas e um pesonagem de games, por exemplo, tem meio caminho andado para, pelo menos, ser bem lembrado.

Quando um pesonagem tem uma aparência impactante, perturbadora, diferente ou marcante, dificilmente ele será esquecido. Claro, ele pode ser rotulado por sua aparência (como Haru, que ficou muito conhecido como O CARA DA LUVA), mas o seu trabalho é mostrar, na mesa ou na história que você pode estar escrevendo, que ele não é apenas aquilo.

Um recurso bastante usado em histórias, repare, os personagens centrais possuem aparências bastante distintas. Em Star Wars, temos os Stormtroopers, todos praticamente iguais entre si, e temos Vader, que anda de preto na neve (filho, isso é que é ser foda!). Em O Senhor dos Anéis, temos Aragorn, caminhando de sobretudo negro e vestes da mesma cor, enquanto que todos os soldados de Gondor usam armaduras iguais, o que os faz parecer menos humanos e mais "cenário".

Quando um personagem tem uma aparência marcante, o leitor/telespectador logo pensa "taí um personagem no qual eu preciso prestar atenção". Quando ele olha os "soldados padrão" ele apenas os enxerga como uma grande composição do cenário ou do mundo onde a história se passa.

Assim, aqui vai uma dica baseada em opinião pessoal, abuse de assimetrias na composição da imagem do seu personagem. Principalmente se ele possuir itens legais por definição assimétricos (como uma luva no braço direito apenas). Procure fazer com que ele seja bastante distinto de seus companheiros de classe. Se é um batedor furtivo, que sua armadura seja camuflada. Se é um mago, o clássico manto pode ser decorado com padrões tribais. Se é um guerreiro, assimetrias e símbolos heráldicos em sua armadura caem bem. Não precisa ser nada muito exagerado. Apenas que seja diferente.

Agora uma pequena amostra, um exemplo. Esses, abaixo, são os personagens da mesa de RPG onde eu tenho jogado. da direita pra esquerda:


(POR FAVOR, CLIQUEM NA IMAGEM PARA PODEREM VER OS DETALHES)

- Stonebraker (Anão paladino; sorridente, bem humorado. Notem o detalhe de seu machado com lâmina dentada)
- Troller (Humano guerreiro; sisudo. Cicatrizes marcam seu rosto, e seu corpo bastante coberto por metal. Preciso falar do tamanho do machado?)
- Haru (Humano monge-ladino, sério, corajoso. A luva no braço direito se destaca)
- Eladrin (pequena fada que auxilia o portador da luva. Sim, ela é pequenininha, mas tem sua presença, e suas asas de mosca)
- Idalus Baikan (Elfo batedor - e único com sobrenome, rsrs - mantém seu rosto escondido por uma máscara, possui assimetrias em sua armadura)
- Harakel (Elfo batedor, sério e tático, cobre-se com armadura completa e luta com lanças)
- Elvassar (Elfo mago de guerra, sério e compenetrado. Bastante diferente ver um mago de armadura e elmo metálico)
- Gust (Humano clérigo, utiliza uma arma no mínimo estranha, mistura de picareta com martelo, bastante incomum)

Viram? São diversos personagens que por si só já se diferenciam. Juntos em um grupo, então, formam uma tropa que não pode ser facilmente confundida, esquecida ou ignorada.

Bom pessoal, é isso aí. Não sei se me expressei direito, mas foram essas minhas idéias. Ah! E não precisa saber desenhar pra IMAGINAR a aparência de seu personagem de forma diferenciada e descrever para seus amigos de mesa, ou para seus leitores.

Até mais pessoal. Que vocês rolem bons dados (e que eu consiga terminar os desenhos pro conto de quinta!!)


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Rolando os Dados

Olá, pessoas que moram no meeeu coração!

Hoje, devido a problemas diversos, não tem Rodox pra vocês...
Sim, eu também estou com vontade de chorar...

Então, nesta data cabalística, vou continuar um pouco sobre o assunto de semana passada.



Personagens Únicos

Não sei se meus conhecimentos litero-rpgísticos são vastos o suficiente, mas eu sei criar histórias e personagens (na verdade, eu estava fazendo isso até receber o torpedo apocalíptico), então, deixem-me tentar ajudar.
Como vocês devem lembrar, pra criar um personagem único, vocês irão precisar de um diferencial.
Vamos ver alguns pilares:

Background
Existem ótimos textos sobre isso (tenho certeza que o Rodox vai falar sobre), mas, basicamente, background significa o ‘passado’ do seu personagem. De onde ele veio, pelo que ele passou, quais decisões ele tomou e o mais importante: o porquê de suas decisões.
Sim, mesmo que seu histórico seja bem estruturado e o conceito do seu personagem seja ótimo, sem os ‘porquês’ seu personagem corre o seriíssimo risco de se tornar muito superficial.

Vamos a um dos exemplos que eu mais gosto:

O Homem-Aranha
Em uma época de heróis-perfeitos (Super Homem, Capitão América e etc), surgiu o Homem-Aranha, tendo tanto ou às vezes até menos peso que o jovem Peter Parker sob a máscara.
Ah, legal, ele tem problemas pessoais como Peter Parker, problemas heróicos como Homem Aranha, e muitas ótimas histórias sobre essa soma.
Mas o ponto que eu quero tocar hoje é?

Todo mundo deve conhecer a história, mas vamos lá:
O jovem Peter era simplesmente mais um nerd na escola, deslocado, solitário e etc, até que foi picado por uma aranha radioativa e ganhou ‘poderes aracnídeos’.
Oras, a princípio, ele foi exatamente como uma pessoa normal que ganhou super poderes, ele não se preocupava com mais nada e até tentou lucrar com isso.
Uma vez, como Homem Aranha, Peter não recebeu de um homem o dinheiro que o mesmo devia; completamente revoltado, pouco depois, Peter, ainda com a máscara, viu este homem ser assaltado, mas não fez nada para impedir o ladrão.
“Pronto, estamos quites.”, Peter pensou.
Mais tarde, este mesmo ladrão matou o tio de Peter.
A partir de então, Peter passou a entender e seguir o lema de seu tio:
“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.”

Pronto, um herói, com um background, motivação e um ‘porquê’, todas as três coisas trabalhando juntas para guiá-lo.

Isto não ajuda apenas a tornar um personagem profundo e envolvente, ajudará também a VOCÊ, na hora de tomar decisões com ele.
Você está jogando com o Homem Aranha e finalmente conseguiu convencer Mary Jane a jantar com você. Enquanto você está se arrumando para o encontro, você vê na televisão que o Dr. Octopus escapou da prisão (de novo) e está atacando a cidade (de novo).
Você não precisa pensar muito a fundo, é instintivo.
“Tenho poderes, tenho responsabilidades... Será que a MJ vai me perdoar (de novo)?”, enquanto termina de colocar a máscara e saltar do prédio.


O outro pilar seria o nome do seu personagem, mas o texto já está grande pra caramba... fica pra uma próxima oportunidade (espero que demore xD)

Mas posso deixar aqui, registrado, de antemão, uma frase de um dos nossos (meu e do Rodox) autores de RPG favoritos, Marcelo Cassaro:

“Se você não está se divertindo, você está jogando errado.”

E é basicamente isso, não importa se você quer apelar, interpretar, discutir regras, fazer história ou simplesmente encarar o RPG como uma boa maneira de reunir seus amigos, o que importa é que você consiga se divertir.

Essa ‘filosofia’ ajuda na criação do seu personagem também: priorize as coisas que vão agradar a VOCÊ primeiro, porque você vai passar várias horas (semanas/meses/anos) em contato muito íntimo com aquele personagem, você vai olhar através de seus olhos e sentir através de suas emoções. Se você estiver feliz e satisfeito com ele, você vai jogar melhor, interpretar melhor e isso vai ajudar a todo o grupo de jogo.

Tudo depende do que vocês preferem e/ou esperam:

- “Hey, lembram daquele meu guerreiro que se sacrificou pra derrotar sozinho um dragão pra salvar o resto do grupo?”

Ou

“- Rush Silfeather, seu verme desprezível! Finalmente encontrei você.
- S-senhorita Eskett?! Q-quanto tempo!
- Dois anos, quatro meses e 18 dias, pra sermos exatos.
- N-nossa, realmente muito tempo! Diga-me, o que faz a senhorita com essa armadura e essa espada na cintura?
- Existem momentos, seu bardo de araque, que realmente podem mudar a vida de alguém e a forma como esse alguém encara o mundo.
- P-puxa, isso é realmente profundo... Mas ainda não entendo o porquê de tant...
- Comprei esta espada há dois anos, três meses e 18 dias.
- Ah... percebo...”

É isso aí gente, fico por aqui, espero de coração que tenhamos nosso orelhudo de volta o mais breve possível (mas não vai ser amanhã).

Bjunda no coração de todo mundo!

Keep Benkyoing!
\o



domingo, 6 de setembro de 2009

5000 Pageviews!!!

Cozido de coelho pra todo mundo!


Mentira, não gosto de cozidos.


Mas, pra comemorar esta marca, um presente:


Um papel de parede com o elenco atual do SubGhadernal =D



Obrigado a todos que visitam o blog!
Prometemos evoluir sempre!
Banzai!

\o

sábado, 5 de setembro de 2009

Co-Lab Agosto

Um tema meio inusitado...


(caso esteja muito bisonho o tamanho, vc pode clicar nos quadros para vê-los em tamanho maior)




















Arte: Rafero
Narrativa: Nahely

A narrativa pra mim aconteceu no finzinho de Agosto ^^'
Huaa, eu sempre quis ilustrar a história de alguém, muitíssimo obrigado, Nay-chan!


Até breve, novamente \o


I'm back \o/


Keep Benkyoing,
Krauser-san mandou!



sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Espaço GeeK - Uma Nova Forma de se Expressar

Vídeos no Youtube? ficar twitando? Que tal mudar um pouco o jeito de se expressar!?


O que 99,99%(o 0,01% que falta sou eu... mas só por não saber fazer) da galera que curte o blog gosta de fazer???? em... já adivinhou??? a fala serio pensa mais um pouquinho... Ta bom, ta bom eu falo não precisa ameaçar que não vai mais ler o post... Então la vai! É desenhando oras! então que tal compartilhar os seus "rabisco" com o mundo? Então conheça o Sketchcast , com ele você pode gravar a criação dos seus desenhos e mostrar ao mundo o seu talento.

Segue alguns exemplos do que pode ser feito.