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sábado, 26 de setembro de 2009

Aleatoriamente Falando II - O Retorno

Olá novamente pessoas!

Apesar de ninguém (nem eu) acreditar que existiria algum dia um projeto meu com continuidade, aqui estamos novamente (e dentro do prazo... será o apocalipse? O_o) com a Aleatoriamente Falando II - O Retorno!

Essa semana monologarei (essa palavra existe? se não existe considere-me um neologista [essa palavra existe? se não existe considere-se um chato por ficar corrigindo os outros]) sobre experiências de infância que você nunca esquece. Traumas infantis para ser mais específico.
- Humm, profundo isso. Até que enfim algum conteúdo.
- Não, na verdade não..



Nós sempre achamos que, não importa o que aconteça, as crianças "vão esquecer disso amanhã" e falamos/agimos sem nos importar muitos com isso.

E é daí que vem os serial killers...

Um exemplo da vida estranha deste que vos fala:
Eu sempre fui chato pra comer. Comia pouco, só gostava de besteira, enfim, um nojento.
Lá estava eu na casa da minha vó (que é portuguesa, então muita gente diz que não entende nada que ela fala, mas eu entendo tudo porque sempre convivi com ela, mas quando chega algum outro português eu também não entendo lhufas. Não é incrível? Não!? Puxa.. tenho que parar com as informações inúteis..) brincando na varanda.
Numa hora infeliz resolvi entrar para assistir TV e lá estava minha vó tranquila sentada no sofá.
Eis que passa um comercial (que eu não faço a menor idéia sobre o que era) em que um homem ia virando gradativamente um macaco (tinha uma narração no fundo passando alguma mensagem, mas sinceramente caguei pra ela. Tinha um cara virando macaco na tv poha!) e com a curiosidade infantil que me abundava perguntei: vó, porque ele virou um macaco?
- Porque ele não come direito....
- Hum, tá bom, é sim... *sorriso amarelo*
Fingi ceticismo, mas já estava me vendo emacacando (neologismo novamente). O estranho é que eu nem sequer cogitei a possibilidade de passar a comer direito.Eu simplesmente aceitei que estava condenado e perdi a felicidade de viver.

Isso nos leva a outro ponto. Se você diz essas coisas para um criança apenas pelo prazer de se vingar pelo que fizeram com você enquanto era uma delas, ou para adoçar momentaneamente sua vida amarga com uma dose de desespero alheio, OK. Mas se está tentando ensinar algo a ela sinto informar que não, você não vai conseguir (a menos que você queira ensinar o quanto o mundo é ruim, mas isso se encaixa na possibilidade anterior).

Mas talvez as maiores causadoras de traumas de infância são as boas e (muito) velhas crendices populares.
Perdi a conta de quantas vezes prendi o pé do meu irmão quando ele passava por cima de mim enquanto eu estava deitado no chão, porque "senão não ia mais crescer" ou desvirei o chinelo porque "senão a mãe morre" e soprei os olhos, também do meu irmão, quando ele fingia que estava vesgo porque "se batesse vento ele ficava assim pra sempre" (sim, crianças são criaturas sem perdão, misericórdia ou compaixão). O incrível é que nunca acontecia algo de bom, o "senão" era sempre uma praga miserável. Mas o meu preferido era um que eu acredito que nem é muito conhecido: Se duas pessoas se olhassem no mesmo espelho ao mesmo tempo, uma morria (na verdade morte é o resultado de metade das crendices. só variando a crueldade com a qual a mesma ocorre), e ainda havia um requinte de sofisticação, pois sabia-se que era a que estava lá primeiro que batia as botas. O resultado era um revezamento entre meu irmão e eu para "entrar" no espelho enquanto o outro se via..(como eu disse, misericórdia infantil é lenda urbana).

Só pra terminar, uma outra experiência traumática da minha pessoa:
Estava assistindo TV já a uma certa altura da noite em que costumava estar dormindo.
De repente começa um filme policial comum.
Tudo ia bem, o policial ia pegar os bandidos como sempre faz (pelo menos os meu heróis de infância sempre faziam.. Stallone, Schwarzenegger e Van Damme não perdoavam.. já não se fazem mais heróis como antigamente.. mas isso é assunto pra outra coluna..), até ele entrar num galpão ou algo parecido..
Tudo vazio, cena tranquila, os bandidos provavelmente fugiram.. tudo bem..
Até que aparece um bandido. As portas fecham. Aparecem MUITOS bandidos, todos fortemente armados. O bandido que apareceu primeiro fala alguma coisa e vai embora..
Ah, tudo bem, foi só um aviso, eles ainda vão pagar caro por isso e ... OH MEU DEUS!
CRACK! (som da inocência sendo destruída)
Seguem aê uns dois minutos de sangue jorrando e membros voando, despedaçados pela balas.

Mas que mente doente faz um filme assim?

Pessoas que não comem direito.. O_o


Post Scriptum Area


P.S. Provavelmente a cena não é assim, nunca mais a vi, a descrição acima é só a versão fantasiosa da minha mente (ou não, esse pessoal de Hollywood é doente..).

P.P.S. Pois é, eu utilizei esse espaço como terapia.

P.P.P.S. Não, você não pode fazer o mesmo.

P.P.P.P.S. Ignore a mensagem anterior, estava de mal-humor porque lembrei do Robocop.

P.P.P.P.P.S. Utilizem o espaço para comentar seus próprios traumas de infância e sabermos que não estamos sozinhos, somos todos sequelados. Sub-Ghadernal interativo! \o/

P.P.P.P.P.P.S. Pesquisei e descobri que "monologar" existe sim. Já "neologista" é neologismo mesmo... (pelo menos não existe no Aurélio Online). "Emacacando" eu nem me dei ao trabalho de procurar.

P.P.P.P.P.P.P.S. Se estiver passando Robocop na TV eu ainda fico meio enjoado, até o desenho fazia isso.

P.P.P.P.P.P.P.P.S. A informação anterior foi muito, mas muito inútil mesmo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Aleatoriamente Falando I

Olá pessoas!

Devido à falta de tempo para desenhar estou estreando essa nova coluna do Sub Ghadernal (na verdade SE você estiver lendo isso eu estou estreando a coluna senão a idéia não foi aceita pelo Rafero e isso é só um arquivo largado no meu pc..): a "Aleatoriamente Falando"!!

- "Ah, você não tem tempo para desenhar mas pra escrever baboseiras tem.." - dirão alguns, é, pois é, direi eu. Desenhar leva mais tempo e como eu já passo uma grande parcela da minha vida na frente do computador no trabalho, estudando e etc é bem mais prático pra mim escrever do que desenhar.

- "Não perguntei nada, nem gosto dos seus desenhos.. aliás seu desenho, porque você só fez um e nunca fez mais.." - é rapaz... não tenho resposta pra isso..., mas vamos ao que interessa!

Sobre o que é essa coluna afinal? Bom, como o título sugere, sobre um pouquinho de tudo ou sobre nada, depende do seu ponto de vista (malditos críticos). Escreverei sobre a primeira besteira que vier a minha mente e tentarei roubar um tempo precioso da vida de vocês e, desde já, aviso que não haverá reembolso do mesmo, - a não ser mediante apresentação da nota fiscal - desenvolvendo o assunto da forma como minha mente semi-autista permitir.

Mas chega de papo-furado, vamos ao... bom... papo-furado de verdade!
Estava pensando sobre o que escrever na primeira coluna, e percebi que tinha sido confundido com uma "menina exagerada" aqui no blog. Então resolvi falar sobre a importância e a dificuldade de se expressar.

Eu, particularmente, tenho uma dificuldade séria em me expressar. Mas como disse Jack Black quem sabe faz, quem não sabe ensina e quem sabe menos ensina educação física (Jack Black disse. Lembre-se disso você, professor de educação física! Foi apenas uma citação, não apóio nem discordo dela. Viram? sempre frize o que você quer dizer.. Droga! Estou adiantando o assunto, vamos sair do pensamento paralelo do parêntesis).

Regra #1: "Não importa o que você diga, sempre há uma interpertação ruim possível e acredite, será ela que o seu ouvinte fará."
Acredito que todo mundo já saiba disso. Quem em um momento da vida não disse algo de boa intenção e foi xingado, odiado, exilado, esquartejado.. melhor parar, estou exagerando.. Enfim, se é possível te odiar ninguém vai te amar (ó, dura vida).

Regra #2: A MAIS importante de todas as regras sobre expressão!
- Então porque não é a regra #1? * ¬¬*
Porque ela cita a regra #1 e se ela fosse a regra #1 ela citaria a si própria, não fazendo sentido. Fez sentido? Não importa, vamos a ela:
"Se a pessoa com quem você está falando for do sexo feminino a regra #1 tem sua proporção e intensidade elevada a 1000."
- Huaaaa! Queimem o porco machista!
- Não, não ainda, deixe-me ilustrar com uma pequena experiência de vida:

Lá estava este que vos fala indo para o ponto de ônibus a espera da falecida kombi Largo do 40 - West Shopping (que informação inútil essa, só percebi depois de escrever e daria mais trabalho apertar backspace do que escrever essas vinte palavras. Ok, talvez não, me desculpe) e eis que encontro uma amiga que ia comigo para lá quase todos os dias.
A citada estava mais arrumada do que de costume e eis que no auge da minha inocência disse, querendo ser gentil:
- Está bonita.
- Então eu estou horrível em todos os outros dias? *carranca*

OWNED a parte, essa não é uma história fictícia, é um conto real de um herói que jurou daquele dia em diante pensar antes de falar. E que falha miseravelmente com sua promessa todos os dias novamente.

Com esse belo final encerro abruptamente a coluna porque tive a idéia de escrever as duas áreas extras a seguir enquanto escrevia este parágrafo e perdi o raciocínio.

Perguntas Frequentes

P: Porque tem frases em verde?
R: Essas são as perguntas que vocês fizeram enquanto eu estava falando.

P: Mas eu não perguntei nada e você não estava falando!
R: Isso não foi uma pergunta, então não preciso responder.

P: Mas eu não perguntei nada e você não estava falando?
R: Boa tentativa.

P: Mas não tem frases em verde, elas estão vermelhas.
R: Sinto te informar, mas você é daltônico.

Post Scriptum Area

P.S. "Aleatoriamente Falando" é uma homenagem a minha doce e linda Adele. Ela sabe porque. Você não sabe? Quer saber? Hum.. também não queria contar..

P.P.S. Sim, eram só duas regras mesmo.

P.P.P.S. É, eu sei que não acrescentei nada à sua vida. Não disse que o faria.

P.P.P.P.S. Se você gostou, não gostou, odiou, ou está se perguntando porque não parou de ler quando teve chance, não importa, dê sugestões, críticas, xingue seu vizinho que deixa o cachorro cagar na sua porta, enfim comente e ajude esta humilde coluna a continuar e crescer ou a minguar e sumir. Como dizia Capitão Planeta: "O poder é de vocês! Vai planeta!".

P.P.P.P.P.S. O Capitão Planeta não dizia "Vai planeta", os outros diziam isso pra ele, antes dele chutar bundas de lenhadores Jack (lenhadores sempre se chamam Jack) e ratos poluidores, mas eu achei legal e quis colocar lá mesmo.

P.P.P.P.P.P.S. Sim, a coluna não faz sentido mesmo.

P.P.P.P.P.P.P.S. Até a próxima! (ou não, o poder é de vocês! Vai planeta!)