segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Review - Matsuri Hino (Parte I)

Uhuhuhuhuuhuhu... então cá estou eu de novo, sem nenhum atraso (que isso? Eu? Imagine...) ou complicação! E hoje vou falar de mangás!



Pois sim, não mais reviews de seriados ou filmes, mas um apanhado geral sobre as obras da mestra suprema Matsuri Hino! Bom, sei que existem outros mangakás tão ou mais supremos que esta, mas pra mim ela é uma deusa do shoujo (mangás com temas de romance, geralmente para o público feminino). E eu estou soando gay aqui porque vou falar de romances e historinhas mela-cueca – que eu adoro – mas não se enganem, eu sou macho, muito macho...

Posso estar sendo meio babaca em dizer isso, mas o que mais me chamou a atenção ao ver MeruPur – Märchen Prince (primeiro manga da autora lançado no Brasil) nas bancas foi a beleza da arte dessa pessoa. O que eu, uma leitora cascuda de mangás e de muitos shoujos, seriados ou oneshots, já reparei é que o traço desse gênero não é muito desenvolvido. É claro que isso não desmerece em nada a obra do autor, não é isso que estou dizendo aqui – Fruits Basket, por exemplo, é um mangá maravilhoso, um dos que mais me emocionou até hoje (leia-se: chorei em todos os volumes ¬¬) e os desenhos não são lá uma obra prima. Posso tecer aqui uma grande lista de exemplos, mas me contentarei com Kare First Love, Sunadokei e Karekano. Reforçando: são todas boas obras, e eu não quero dizer que os traços dessas artistas sejam ruins ou feios, cada um tem seu próprio estilo; mas no meu conceito, envolvendo proporção, movimentos, ações e beleza num conjunto, Matsuri Hino é impecável. E claro que o fato de eu ser uma desenhista amadora aguça meu olhar crítico sobre esses quesitos – mas é claro que todas as mangakás dessas obras que citei desenham muito melhor que eu, então deve ser melhor eu ficar na minha, huhu.



Dando continuidade à minha história de amor com MeruPuri... comprei a primeira edição e... ew! Pedofilia tensa! Digo, uma história fofinha e engraçada... o Príncipe Aster-ae-Daemonia Eucarystia Alam (Príncipe Alam para os íntimos), de apenas 8 anos, é amaldiçoado por seu irmão mais velho, Príncipe Aster-ae-Daemonia Eucarystia Jeile (Príncipe Jeile para os íntimos): ao anoitecer do mesmo dia em que a maldição foi colocada, Alam se tornaria um velho de muitos séculos, com os ossos apodrecendo, cheio de reumatismos, ceg... é, isso aconteceria se Jeile não cometesse um erro. Agora Alam envelhece 10 anos quando é exposto a ambientes escuros, e a única coisa que o faz voltar ao normal é adivinhem o quê? O famigerado beijo da princesa. Princesa esta que ele encontra fora de seu Reino Mágico de Aster, uma (obviamente, por que não?) simples colegial japonesa que misteriosamente possui um item originário da Família Real de Aster que liga os dois mundos. No começo é meio medonho imaginar uma adolescente beijando uma criançinha, mas o clima da história é bem ameno, com muito toque de comédia, te faz esquecer os poréns... mas o final compensa todas as dúvidas. Nem preciso dizer que recomendo, né! São só 4 edições!
Assim, ainda enquanto colecionava MeruPuri, comecei a procurar alucinadamente por outros títulos da autora. “Fui ao Japão” e descobri o sensacional oneshot Wanted e depois Vampire Knight, ainda em andamento. Tinha também ouvido falar em Toraware no Minoue, mas não consegui colocar minhas mãos nessa primeira obra que fez muito sucesso até que belamente este título brotou nas bancas brasileiras com o título Destino Cativo! Derramando um rio de lágrimas, colecionei os 5 volumes completos, e como é de se esperar dessa mangaká, uma bela obra do começo ao fim. Mas sobre esses outros mangás falarei no próximo encontro ^^

Então,
“See you, space cowboys… somewhere, sometime!”

Meet Chinchibi

É hora de conhecer o mascote.
("Óoooown" mode ON, please)





Este é Chinchibi.
Ele gosta de cenouras, arcos-íris, chocolate e de outras criaturinhas fofinhas.
Ele salva animais sem teto em suas horas vagas.

Você sabe o que acontece com ele quando você visita o site e não deixa comentários?

sábado, 22 de agosto de 2009

Vago e Específico 3

A arte, como sempre, taí pra fazer a vida valer a pena.



Quem me conhece sabe:
Sou fascinado pela arte.

Em todas as suas formas, manifestações, tipos, níveis...

Como disse Scott McCloud, arte é tudo aquilo que não está ligado diretamente a sobrevivência ou reprodução.

Vou deixar pra me estender nisso em um post futuro, até porque não quero ficar apenas transcrevendo o livro pra vocês (Desenhando Quadrinhos - Scott McCloud, M. Books).
Deixa eu formular uma opinião própria primeiro ;)


Eu sempre aprecio a arte, não importa MESMO o nível ou tipo; se é visível que o artista se esforçou e fez com o coração, é arte no nível máximo pra mim.
Mesmo que seja um refil de caneta bic com um corpo de madeira.

Algumas vezes, porém, eu vejo uma peça de arte que, além de esforço, coração, alma e afins, o artista transcendeu os níveis normais.
Não sei como explicar, mas são nesses momentos que eu acho mais fácil acreditar que existem Deuses entre nós (falling in love, like one of us... making mistakes, like one of us...)


Isso eu aprendi com 'Marley & Eu', se você colocar seu coração no seu trabalho, você vai tocar o coração dos seus receptores. Acredite em mim.


"Mas ô Rafaemo, que raio de post cheio de historinha e 'coração' pra lá, 'alma' pra cá???"

Eu vou me calar por aqui, apenas vejam este vídeo.
Depois me digam o que acharam nos comentários, ou email ( subghadernal@gmail.com )



Um grande abraço a todos.

Keep Benkyoing!

Espaço GeeK - Evolução dos Jogos e Consoles

Fala galera! Trazendo um post de verdade essa semana( que o rafero fez questão de falar que o post com o mosaico não conta como post ¬¬) Acredito que todos os nerds merecem relembrar um pouco como a nossa vida começou ! xD então continue lendo o artigo!


Num passado não tão distante mais precisamente em 1958, um nerd chamado William Higinbotham desenvolveu o "Tennis for Two" que seria considerado o primeiro game multiplayer do mundo... naquele momento em diante a vida humana melhorou consideravelmente!rs Dêem uma olhada no vídeo mostrando como o "game" funcionava.



Neste outro vídeo temos a evolução dos jogos.

OBS.: Sinceramente nem consigo enxergar tanta diferença! rsrs

Também tem um LINK muito maneiro com todos(ou quase) os consoles criados.

Quer ver a evolução dos controles? Olha que imagem legal...


Portáteislógico que não iria me esquecer deles!


Pistolas?Bazoocas?Guitarra? Controles especiais claro que não podem faltar.


Evolução dos personagens Mario, Link e Kong da Nintendo.


Espero que tenham gostado! Comentem por favor, assim saberei se estou agradando ou não!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Selo - Capítulo 1

Um reino é assolado por um mal, e um jovem cavaleiro parte para enfrentar o perigo. Sua jornada de volta será tão perigosa quanto a de ida? E que mudanças terão acontecido em seu amado reino durante sua ausência?




***************************************** Voltando pra Casa *********************************************



Há anos o reino de Korhal sofria.

Tinha sido um reino próspero em sua fundação e mais ainda quando uma imensa torre surgira no horizonte. A torre era a morada de um velho mago, muito poderoso, e ele iniciou um processo de trocas comerciais com o reino, fazendo ambos prosperarem. Foi assim por décadas e décadas.

Até que o rei percebeu que tinha confiado na pessoa errada.

Começou com desaparecimentos na Floresta Alta. Lenhadores começaram a não retornar para seus lares. Suas esposas recorreram ao rei, e os Filhos de Korhal, a guarda de elite, se prontificou a descobrir o que se passara.

Dez partiram. Espadas e escudos, armaduras e cavalos. Três voltaram com a notícia fúnebre. A mata estava agora infestada por criaturas mortas-vivas e bestas invocadas por magia. O mago que vivia na torre era um necromante.

Assim se iniciou o sítio aos muros de Korhal. Noite após noite os muros eram atacados. Cada cidadão era um soldado defendendo a cidade, e a guarda de elite se postava também nos muros, todos lutando como iguais, pelo mesmo ideal. Mas mesmo que as criaturas nunca tenham conseguido penetrar as defesas da cidade, haviam baixas. Soldados, aldeões e guardas davam suas vidas pela segurança de todos. E cada soldado morto era uma criatura a mais na armada invasora.

E matar aqueles que foram um dia seus amigos, amantes, colegas, mães, pais, irmãos, estava destruindo a alma do povo.

O desespero tomara as ruas, e o rei, em seu palácio, olhava para sua linda filha e temia que algo de ruim acontecesse com ela. Pois, apesar de rei, era também ele um preocupado e atencioso pai. E aquele homem imponente, em cada uma de suas noites mal dormidas, rezava pra que os deuses lhe mandasse um aviso, uma solução.

Foi por isso que, quando um jovem cavaleiro se apresentou no salão real e clamou para si a missão de viajar até a torre do mago, sozinho, e derrotá-lo, o rei deu graças aos céus e o enviou, trajando cota de malha e elmo, armado com espada e escudo, na companhia apenas de um cavalo branco.

Se o rei tivesse pensado mais, se não fosse ele mesmo, em segredo, também um cidadão tomado pelo desespero, se não fosse ele também um temeroso pai, talvez tivesse reunido uma guarda maior, com seus melhores soldados para ajudar o jovem cavaleiro. Assim, quem sabe, a missão teria uma chance maior de sucesso.

Mas o rei em nada disso pensou, e o jovem partiu.

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Deixara seu lar há três ou quatro semanas, não sabia ao certo. Cavalgava lento, se apoiando em Rhano, agarrando-se à consciência. Sua pele era morena, e seus cabelos curtos e negros. Sua cota de malha estava rasgada em vários pontos, os anéis metálicos imprestáveis. Usava uma libré branca por cima da cota, com o símbolo de seu reino às costas. O escudo e o elmo tinham se quebrado na torre, e o jovem tinha cortes pelo corpo, que doíam a cada trotar do cavalo. Sua espada pendia ao lado de seu corpo, ainda segura por um punho que, a despeito da enorme provação pela qual passara, mantinha-se firme.

Conseguia ver a cidade à sua frente, e calculou, por um momento, que cavalgaria ainda mais seis ou sete horas. Iria rever seu povo e lhes contar as boas novas. Lograra sucesso em sua missão. Fora difícil, e por vezes ele pensou que não conseguiria, mas um desejo em seu coração queimava, e, graças ao desejo, ele estava retornando. Sabia que teria pesadelos por semanas. As criaturas grotescas e crueldades que viu na torre ficariam gravados em sua mente, talvez pelo resto de sua vida. No alto da torre uma câmara, onde algo que um dia fora um homem estava sentado em um trono.

Alto, majestoso, frio, cruel. Um necromante.

Nada antes em sua vida lhe assustara mais que aquele encontro. O jovem usou todas suas forças na batalha e, ainda não sabia ao certo como, saíra vitorioso.

De todos os saques possíveis na torre do mago, o jovem cavaleiro tomou para si apenas duas coisas. Um escudo, para substituir o próprio, despedaçado em um embate contra uma quimera, e um elmo, pois o seu fora quebrado pelo próprio necromante. Seu rosto carregava também cortes onde os feitiços haviam lhe atingido. Não fosse seu elmo, teria sido decaptado.

Sabia que a torre deveria esconder muito mais riquezas, mas seu espírito estava cansado demais para ser ganancioso. Que o povo e os outros soldados se refestelassem em saques, seu trabalho já estava feito.

Não tinha derrotado todas as criaturas da torre, tendo escapado delas diversas vezes durante sua jornada. E agora voltava para casa, em fuga. Monstros cheios de ódio e vingança por seu mestre morto desejavam, obsessivamente, trazer morte àquele cavaleiro que ousara enfrentá-los. Rhano cavalgou como o vento, é verdade, e o jovem agradeceu aos deuses por cada trotar, cada corrida, cada passo a mais. Não lhe restavam forças para outro embate, ele pensava. Precisava chegar em casa. Precisava descansar.

Precisava vê-la.

Vendo a cidade à distância, o cavaleiro forçou a si mesmo e ao cavalo a seguirem adiante. Mais algumas horas, pensou. Mais algumas horas e estarei seguro. Mas a vida parece pregar peças com todos, e não foi diferente com aquele rapaz. Pois o reino de Korhal não sofreu apenas com as crias do mago, nesses últimos anos. As estradas há muito não eram patrulhadas. Todo o contingente de soldados do reino estava nas muralhas, de forma que diversas criaturas asquerosas e oportunistas atuavam nas estradas como salteadores.

E o jovem se viu presa de dois deles.


Goblinóides bárbaros. Criaturas repugnantes, dotadas de força muito maior que a de um ser humano, um faro potente e sede de sangue. O jovem acelerou o trote do cavalo, mas a passagem na qual se encontrava favorecia seus perseguidores, que correram pelas colinas abaixo, saltando sobre o cavaleiro.

- Não vão me matar sem luta! - bradou - Não sobrevivi à torre de um necromante para ser abatido por vocês!

Era uma boa bravata, e se ele estivesse descansado, sem ferimentos e com sua espada afiada, aqueles orcs seriam rechaçados com certa facilidade. Ele era, afinal, um cavaleiro treinado pelos melhores de Korhal.



Mas a situação não era ideal, e ele, à duras penas, aparou um golpe de machadinha com sua espada pesada, girou o cavalo em torno do próprio eixo, e atacou. Foi um corte certeiro no peito de seu perseguidor, que não mais viveria. No entanto, o giro o deixou de costas para o outro e isso lhe custou um corte de faca no flanco. Anéis da sua cota já avariada foram danificados, e ele sentiu seu sangue brotar.

Concentre-se, disse para si mesmo, tentando ignorar a dor.

Instigou Rhano para cima do selvagem, que foi obrigado a recuar para evitar o pesado cavalo de batalha. Esse recuro o fez se desequilibrar, e o jovem desferiu um golpe preciso em sua garganta, lavando o chão com o sangue negro.

Antes então que pudesse comemorar uma vitória, ouviu a canção da harpa da morte. Um arqueiro disparava flechas de cima do morro à sua esquerda, e o jovem ouviu o distinto tom que a corda do arco emite quando é solta depois de ser tensionada. Encolheu seu corpo na esperança de que as flechas não o atingissem, embora sequer as tivesse visto.

Aquele segundo pareceu uma eternidade, até que ele ouviu o barulho da seta atingindo o solo. Momentaneamente aliviado, ergueu seus olhos e divisou o alto do morro. Era estranho que um arqueiro bem posicionado errasse um alvo tão fácil quando um homem em um cavalo.

- Você está atrasado Khalembar, - disse uma voz doce e severa sobre o morro - e você bem sabe que eu odeio os seus atrasos.

E, pela primeira vez em dias, Khalembar sorriu. E, de repente, grande parte de suas dores deixou seu corpo. Lá estava ela, com sua espada em punho, trajando sua armadura. Um fio de sangue escorria pela lâmina e, no chão, aos seus pés, um arqueiro morto.



Nossa, como sentira saudade. Ela continuava linda, e sorria, carinhosa.

- E essa é a sexta vez que você salva minha vida, Michelle. Eu devo ser mesmo um cara de sorte. - sorriu - Ande, vamos voltar para o reino. Preciso descansar e tenho boas novas a contar para o rei.

O semblante da jovem adquiriu um tom tenso.



- Que bom que tem boas notícias Alex... porque passamos por uma hora sombria. O Selo foi quebrado.

E que os deuses nos ajudem, pensou Alexander Khalembar, pois ele se lembrava bem das histórias sobre a última vez em que o Selo fora quebrado.

Ele se lembrava bem de quando perdera seus pais.



Continua...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Rolando os Dados



Continue rolando os dados e entenda a mente do "Historiador"



E olá mais uma vez, amigos e amigas roladores de dados! Continuamos juntos na longa jornada que abrange os tipos diferentes de jogadores que nosso grande hobby atrai, suas peculiaridades, potenciais probleminhas e como lidar com isso tudo da forma mais divertida possível, afinal, é pra isso que o RPG serve!

E hoje, homenageando mais um jogador integrante da mesa onde eu sou mestre (na verdade, quase dois, rsrs), o subtipo em foco será...

O HISTORIADOR

Exato senhoras e senhores, porque o RPG é, acima de tudo, um jogo de imaginação e de contar histórias, sim sim. E existe um tipo de jogador que quer exatamente isso. As histórias.


Esse singelo jogador não se importa muito com poder, não esquenta a cabeça se seu personagem morre, ou até se o vilão acaba vencendo, desde que a história seja boa. Ele evolui o personagem de acordo com a forma como a história evolui. Ele quer mesmo é que as coisas que aconteçam na mesa sejam memoráveis. Se seu personagem morre, mas com isso ele conseguiu ajudar a história a prosseguir, salvando seus amigos da morte. Ou, quem sabe, sua morte foi em uma memorável luta com dezenas de monstros, ele acha superlegal.

Poder? Ele não esquenta muito a cabeça com isso, e, normalmente, escolhe um item do tesouro se aquele se encaixar com o histórico do seu personagem. Não importa se a espada vorpal gigante +4 do tesouro está disponível pra ele. Diacho, o machado que ele usa é a última coisa que seu falecido pai deixou com ele, ele não vai parar de usá-lo!!

Você pode me perguntar como reconhecer o historiador. Eu lhe respondo: Normalmente ele é aquele jogador que passa a aventura inteira fazendo anotações. Sério, tenho um jogador na mesa que anota TUDO que se passa na aventura, como se fosse um mega-diário de seu personagem (ou sua “memória”, como a gente brinca lá). Esse tipo de jogador acaba sendo um ótimo auxílio pro mestre em campanhas longas, afinal, ele sempre terá as anotações do que ocorreu em cada dia. Uma grande mão na roda!

Como sempre, nem tudo são flores, e o historiador também pode ser um tanto “inconveniente” nas partidas, necessitando de um trabalhinho de adaptação tanto por própria parte, quanto por parte dos jogadores e do mestre.

Acho que o maior “inconveniente” do historiador é sua necessidade de eventos memoráveis. Não dos eventos em si, mas da lembrança dos mesmos.


Vejam bem: imaginem que um jogador perde seu personagem durante uma travessia pelas montanhas. O grupo foi atacado por gigantes do gelo, e o guerreiro ficou pra trás, para defendê-los e garantir sua passagem. Sua batalha foi grande, mas, no fim, ele foi derrotado e morreu. Graças ao seu sacrifício, os heróis poderão continuar sua jornada e salvar o mundo.

Muito bom né? Um prato cheio pro historiador. Que pode ficar muito frustrado (e até com razão) se aquele seu sacrifício heróico for simplesmente esquecido lá pra frente. Nunca mais for mencionado, na aventura, fazendo com que tenha sido “mais um”. Seria interessante o mestre fazer uma pequena homenagem pra ele, talvez citar, posteriormente, que aquela montanha foi batizada com o nome do guerreiro, etc. Coisas pequenas assim já agradam seu historiador de plantão.

Outra coisa meio chatinha é quando o historiador também é o que eu chamo de “purista” ou “realista-nato-incoerente”.

Explico: O purista é o jogador que torce o nariz pro fantástico. Ele acha super normal bolas de fogo explodindo, armas mágicas vorpais e invasões de demônios saídos do multiverso. Mas coloque uma situação acrobática ao extremo, como ser arremessado na parede por um gigante e querer rodar no ar, para bater na parede com os pés, tomando impulso pra saltar, da parede, de volta pro gigante, e ele dirá “impossível! Heresia!”.

O grande problema de juntar o historiador com o purista é quando o cenário da aventura é um cenário realista/histórico. Imaginem uma aventura travada na segunda guerra mundial. Imagine então que os jogadores são soldados aliados que desembarcam na Normandia. Daí o mestre resolve colocar um Panzer na saída da praia, atacando os barcos americanos. Aí o historiador purista grita “ei! Não haviam Panzers no desembarque no dia D, ficou maluco?”


Cabe ao mestre e aos jogadores lembrarem nosso rapaz que É SÓ UM JOGO! E distorcer a realidade faz parte! Tudo por uma boa história (cara, diga isso pra ele e você acabou de ganhá-lo, pelo seu lado historiador, hehehehehe)

Bom galera, é isso. Esse post é mais curto mesmo, porque eu tenho pouca coisa pra falar mal do historiador. Hehehehehehehhe. É um tipo de jogador que eu gosto bastante, e tenho características dele (principalmente jogando com um certo ranger e seu companheiro animal meio-warg).

Que vocês rolem bons dados!

o/

Desculpas

Apenas pra esclarecer, prestar contas e pedir desculpas.


Falaí, meus amores!
O bicho tá pegando...

Depois de uma série de acontecimentos estranhos com toda a equipe SubGhadernal, ficamos aí, todos estes dias sem post, os meus inclusive.
Estes acontecimentos incluem um modem queimado, uma caravana pernoitante, um evento típico fora de época e dois desaparecimentos inexplicáveis.

Eu acho isso uma m#rda, porque parece que o blog "esfriou", mas tenham certeza: as criações continuam a todo vapor, só estão para serem finalizadas.
Ainda teremos a conclusão de Walking Skull, a continuação de Lil, os sempre presentes reviews de séries, animes, filmes e jogos, mais da coluna game-saudosista, sem contar com os reformulados contos.

E, claro, mais tiras, comics e muita loucura da minha parte.

E, dentro em muito breve, o retorno do Cuícast, mais bem trabalhado, mais bem editado e muito, mas muito mais louco!


Novamente, desculpas por toda esta palhaçada de falta de posts. Vou tentar retomar o hábito dos "tapa-buracos".


Bjunda no coração de todos vocês e obrigado pela paciência.
Eu sei que vocês estão sendo pacientes.
Tenho certeza.



Estão, né?